Mobilização por Lula paralisou negociação eleitoral

Publicado em 06/04/2018 às 10h00
Marília tenta emplacar seu nome diante da ofensiva governista
Marília tenta emplacar seu nome diante da ofensiva governistaFoto: Felipe Ribeiro/Arquivo Folha

A pendência do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a possibilidade da sua prisão concentraram todas as atenções dos dirigentes petistas, paralisando as articulações eleitorais da sigla nos Estados. É o que ocorreu, por exemplo, com as conversas para o fechamento de uma aliança entre PSB e PT em Pernambuco, além da definição de uma candidatura própria da sigla para o Governo do Estado. A leitura é que a estratégia eleitoral com Lula livre para disputar o pleito é uma e com ele preso é outra. 

Ignorando as conversas da Nacional com o PSB, Marília Arraes protocolou, na última segunda-feira, no Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), o manifesto para a inscrição de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. A entrega do documento faz parte do processo interno estabelecido pela legenda para os integrantes interessados em disputar as eleições majoritárias de outubro próximo.

Segundo a vereadora, o manifesto reuniu mais de 1,6 mil assinaturas de filiados. Além de Marília Arraes, também colocaram seus nomes como pré-candidatos para a disputa de outubro o deputado estadual Odacy Amorim e o dirigente partidário José de Oliveira. Amorim, inclusive, pode protocolar também um manifesto em defesa da sua candidatura.

Visando contar com o apoio do PSB ao seu projeto, Paulo Câmara chegou a se reunir com a presidente do PT, Gleisi Hoffman, em Brasília, no mês passado. A conversa teria sido positiva para os planos do gestor de contar com o apoio dos petistas. No entanto, a possibilidade de prisão de Lula paralisou as negociações. A expectativa é que uma nova conversa de representantes do PSB e da Nacional do PT seja feita nos próximos dias.

Entre os petistas pernambucanos, a leitura é de que a conjuntura nacional deve ainda impactar nas alianças políticas da estadual. Mesmo condenado, os petistas ainda consideram a capacidade de Lula de continuar somando votos e, por isso, ele continuaria sendo um cabo eleitoral valioso. De acordo com Teresa Leitão, o ex-presidente tem todo “apoio” e “aprovação” da população.

Sobre as eleições no Estado, João Paulo explicou que as decisões dependem, exclusivamente, da decisão nacional. “Porque não está nem definido ainda se vai coligar ou não. Se vai ter candidatura própria ou não. Internamente eu acho que a disputa interna é menor. A disputa maior é saber se vai coligar ou não vai coligar (com o PSB). Porque pode ser que nós tenhamos uma definição de um nome e não ter um candidato porque o nacional decidiu que vai coligar”.

Fonte: Blog da Folha de PE.

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