Na despedida de Uchoa, votos do PP e PR ganham projeção

Publicado em 04/07/2018 às 11h00
Cleiton Collins
                 Cleiton CollinsFoto: Divulgação

No último sábado, o governador Paulo Câmara trocou um telefonema com o, então, presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa. Os dois combinaram de se encontrar no dia seguinte. Haveria um grande encontro, no domingo, na fazenda do parlamentar, em Igarassu. O encontro acabou não acontecendo e aquela foi a última vez que o socialista ouviu Uchoa, que acabou falecendo na manhã de ontem. Por seis vezes consecutivas, ele presidiu a Casa de Joaquim Nabuco. Na vacância do espaço, o 1º vice-presidente, Cleiton Collins, do PP, assumiu interinamente o comando do legislativo e, pelo regimento, deve convocar eleição para o cargo. O volume de votos do PP, partido que tem a maior bancada da Casa com 14 parlamentares, no entanto, passou a ser ressaltado, nas coxias, como variável que lançaria Collins como a "bola da vez". O detalhe é que os dois deputados do PR, sigla que firmou um bloco, recentemente, com os progressistas, entram nessa conta, somando, em tese, a favor de Cleiton. Nesse cálculo, o total de votos de Cleiton já seria de 16 e ele precisaria de mais nove para ser eleito presidente da Casa. O PP, recentemente, ampliou ainda mais o seu tamanho no Governo do Estado ao passar a comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Complexo de Suape. Aos olhos de alguns governistas, esse crescimento não foi visto com bons olhos. Houve quem apontasse o movimento do governo como "rendição" ao PP. A legenda já ocupava algumas diretorias de Suape, além de comandar o Lafepe, o Ipem, o Porto do Recife, a administração de Fernando de Noronha e a Secretaria de Desenvolvimento Social. Ontem, diante da perspectiva de o partido vir a ocupar a presidência do legislativo, parlamentares já advertiam para o risco de a gestão Paulo Câmara ficar ainda mais "refém" do PP, presidido no Estado por Eduardo da Fonte. Ontem, nos corredores da Alepe, já se cogitava antecipar para julho a eleição que, segundo regimento, ocorreria em agosto.

Homenagem e votação extraordinária
Ainda que o recesso parlamentar tenha tido início, havia uma reunião extraordinária convocada por Guilherme Uchoa para as 15h de ontem, como a coluna registrara. Diante da morte do parlamentar, a mesma foi remarcada para as 10h de hoje e deve ter redação final definida amanhã. Os deputados, então, resolveram aliar a votação a uma solene em homenagem a Uchoa.

Executivo > Ainda ontem, um secretário do Governo do Estado definia a referida votação como "importantíssima". Ela diz respeito a projeto do Poder Executivo que prorroga a contribuição do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal. Empresas beneficiárias por incentivos de ICMS devem depositar, para o Estado, 10% do benefício. 

Eleição > À coluna, Cleiton Collins informou o seguinte: "Vou verificar a fundo o regimento, se antes de cinco meses, seis meses...(se há necessidade de eleição). A gente ainda vai tentar harmonizar ao máximo. A partir de amahã (hoje), vou dar andamento. Quero ouvir os deputados relacionados a esse processo". 

Testemunha 1 > Das últimas coisas irreverentes que o deputado Eriberto Medeiros ouviu de Guilherme Uchoa foi uma declaração, na última quinta-, a um jornalista que quis saber se ele permaneceria no palanque de Paulo Câmara. 

Testemunha 2 > O progressista ouviu Uchoa responder: "Só se José Queiroz não for candidato na majoritária. Se ele for na majoritária, eu voto em Armando (Monteiro Neto)". Eriberto registra que a pergunta foi refeita. "Ele repetiu, no buraco frio, abertamente", rememora o deputado. 

Com Cid > Pré-candidato a deputado federal pelo PDT, Túlio Gadelha vai à mesa, hoje, em Brasília com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e com o ex-governador Cid Gomes. A reunião, no diretório nacional do PDT, levará, à pauta, a candidatura dele.

Fonte:Folha de PE

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