Não aprovar a reforma é crime de lesa-pátria

Publicado em 13/02/2019 às 11h00

Pesquisa encomendada pelo Banco PGT Pactual revela que 82% dos deputados federais e 89% dos senadores são a favor da reforma da previdência, cujo projeto o presidente Bolsonaro deve enviar ao Congresso até o final deste mês. É uma notícia alvissareira, sabendo-se que no governo Temer a maioria dos parlamentares corria desse projeto como o diabo da cruz com medo de perder votos. Hoje, aparentemente, a maioria esmagadora do Congresso reconhece que essa reforma é inadiável, sob pena de o nosso sistema previdenciário ir à falência. Afinal, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) acumulou em 2018 um déficit de R$ 195 bilhões e o Regime Próprio da União (servidores públicos federais) de R$ 95 bilhões. Evidente que a União não pode ficar eternamente tirando dinheiro do tesouro para cobrir esses rombos. Isso só terá solução se a reforma for feita e parece que desta vez o caminho está aberto para a sua aprovação. A reforma, para ser digna deste nome, tem que ser ampla, geral e irrestrita – ou seja, todos têm que colaborar, inclusive os militares. Não é mais momento para discursos demagógicos tipo “eu sou a favor da reforma, desde que…”. A reforma deve incluir idade mínima para aposentadoria e, se necessário, aumento da alíquota de contribuição. É crime de lesa-pátria não reformar neste início de governo o nosso sistema previdenciário, porque, sem a reforma, a União pode quebrar, como ocorreu com a Grécia três anos atrás, que ficou sem dinheiro para pagar a aposentados e pensionistas.

Gesto de solidariedade

O governador Paulo Câmara nomeou o ex-deputado estadual José Maurício (PP) para a Secretaria Executiva de Relações Institucionais da Casa Civil. Ele é economista e já foi secretário de Habitação da Prefeitura de Jaboatão e superintendente regional do Ministério da Agricultura. De quebra, é filho do ex-deputado Severino Cavalcanti e irmã da ex-deputada Ana Cavalcanti. Severino foi prefeito de João Alfredo e deputado federal.

Ação política – Mesmo não tendo sido majoritário em Garanhuns nas eleições de 2018, o deputado Álvaro Porto (PTB) está representando bem o município na Assembleia Legislativa. Ontem, por exemplo, cobrou do Governo do Estado um Serviço de Verificação de Óbito no posto do IML em Garanhuns para evitar que os corpos sejam periciados em Caruaru, que fica a 100 km de distância.

Com o astronauta – Aluisio Lessa, secretário estadual de Ciência e Tecnologia, tem audiência marcada no próximo dia 20 com o astronauta Marcos Pontes, ministro de Ciência e Tecnologia do governo Bolsonaro. Lessa, que é deputado estadual, conhece bem os corredores do Ministério desde que ele foi chefiado por Eduardo Campos.

À falência – Eleito em Minas Gerais como “salvador da pátria”, só agora o governador Romeu Zema (NOVO) se deu conta de que recebeu um “Estado falido” (palavras dele). A receita é insuficiente para pagar a folha e por isso o Governo do Estado tem se apropriado, indevidamente, da parcela do ICMS (25%) que cabe aos municípios.

O socorro – Zema pediu aos 53 deputados federais mineiros que pressionem o ministro Paulo Guedes (Economia) a renegociar a dívida do Estado com a União, que é de R$ 90 bilhões. Caso consiga a rolagem, ele ainda terá tempo de fazer alguma coisa. Do contrário, vai sair igual ao antecessor, Fernando Pimentel (PT), que começou a atrasar salário em meados do ano passado e nunca conseguiu colocá-los em dia.

Aquele abraço – Internado em São Paulo para tratar-se de depressão e alcoolismo, o deputado Diogo Moraes (PSB) interrompeu o tratamento por 72 horas para tomar posse na Alepe e fazer uma visita protocolar ao governador Paulo Câmara. A visita foi ontem.

Mãos dadas – Diogo Moraes (PSB) reconciliou-se em Santa Cruz do Capibaribe com o ex-deputado federal José Augusto (Avante) para eleger um filho deste último à presidência da Câmara Municipal. Os dois deverão marchar juntos em 2020 contra o prefeito Édson Vieira (PSDB), que foi eleito e reeleito com apoio de Diogo Moraes.

É o meu – Diogo já tem candidato a prefeito em 2020: seu tio, Fernando Aragão (PSB), que foi candidato pelo PTB em 2016 e perdeu para Édson Vieira por apenas 900 votos.

Sou contra – De acordo com a pesquisa do BGT Pactual, só 37% dos parlamentares do PT são a favor da reforma previdenciária. Na bancada do PSL, partido do presidente Bolsonaro, 92% são a favor e nas bancadas do PP e do PSDB o apoio é unânime: 100%.

No sufoco – Governadores do Nordeste têm encontro marcado no próximo dia 20 com o ministro Paulo Guedes (Economia) para tratar da reforma da previdência. Estes estão tão sufocados quanto a União. Pernambuco teve um déficit em 2018 de R$ 1,6 bilhão, a Bahia de R$ 2 bilhões e o Piauí de R$ 1 bilhão.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

Enviar comentário

voltar para Blog

bdt b02|left|||||login news bdt b02|bdt b02|bdt b02|login news bdt b02|b02 bdt|bdt b02|content-inner||