Nem Manoela e nem Boulos herderá os votos do “lulismo”

Publicado em 09/04/2018 às 11h15

O PT tem nomes em seus quadros que poderiam iniciar a “refundação” do partido de imediato 

Cumprida a etapa da prisão de Lula, resta ao PT neste início de campanha eleitoral aferir a força do “lulismo” e a capacidade que ele terá de transferir seus votos para outro candidato do PT à Presidência da República. O ex-presidente, no discurso de improviso, sábado, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, mencionou os nomes de Manoela D’Ávilla (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL) como possíveis herdeiros do seu espólio, porém na prática isto não ocorrerá porque transferência de votos é algo que não se faz automaticamente. Manoela pode até ser uma deputada muito atuante na Assembleia do Rio Grande do Sul, mas não tem liderança nacional e sua inserção nos movimentos sociais é inexpressiva. Diga-se o mesmo de Guilherme Boulos, o líder nacional dos Movimentos dos Sem Teto. Ele pode até ser um bom ativista político. Mas daí para se tornar um candidato viável a presidente da República vai uma distância muito grande. Estranhamente, Lula não citou ninguém do PT capaz de empunhar a bandeira do “lulismo” após sua prisão. O partido tem vários nomes “limpos” que poderiam começar a luta do zero, mas esses não são cogitados pela atual cúpula do PT: Eduardo Suplicy, Olívio Dutra, Tarso Genro, Paulo Paim e o governador Camilo Santana. Qualquer desses representaria melhor o PT pós prisão de Lula que a atual presidente, Gleise Hoffmann que além de indiciada em vários processos não tem no momento o que se espera de um líder de um partido popular, cujo principal líder está na prisão: serenidade, maturidade e clarividência política.

A chapa está quase pronta

Após o 5º e último encontro das oposições em Ipojuca, sábado passado, para empunhar a bandeira do “Pernambuco quer mudar”, a chapa majoritária que está sendo desenhada é a seguinte: Armando Monteiro Neto (PTB) para governador, Bruno Araújo (PSDB) ou Fernando Filho (DEM) para vice, e Mendonça Filho (DEM) e Sílvio Costa (Avante) para o Senado.

A lealdade – No encontro de Ipojuca, a prefeita Célia Salves (PTB) prestou uma homenagem a Lula, que no início da noite daquele dia apresentou-se à Polícia Federal, em SP, para ser preso. Ela não esquece que quando foi candidata em 2015 Lula contou com a voz de Lula num carro de som pedindo votos para o PTB.

Vice ou senador – Ao transferir-se do PT para o PCdoB, João Paulo carimbou o passaporte para ser candidato a vice de Paulo Câmara (PSB) ou um dos postulantes a senador junto com Jarbas Vasconcelos (MDB), caso consiga driblar a Lei da Ficha Lima.

Da terra – No último dia do prazo legal, o advogado e ex-vereador de Arcoverde, Luciano Pacheco, filiou-se ao PROS para ser candidato a deputado estadual. A prefeita Madalena Brito (PSB) vai votar em João Fernando Coutinho (PROS) para deputado federal.

Às origens – Pelo fato de sua briga com Raul Henry pelo controle estadual do MDB encontrar-se “sub judice”, o senador Fernando Bezerra Coelho colocou no DEM os dois filhos que serão candidatos a deputado: Fernando Filho (federal) e Antonio Coelho (estadual). O pai começou a carreira política pelo PDS (sucedâneo da Arena) em 1982.

Trio de peso – No prazo final de filiações, o PTB recebeu três fortes reforços para sua chapa de deputado estadual: o deputado Álvaro Porto (ex-PSD), a deputada Socorro Pimentel (ex-PSL) e o jovem Miguel Ricardo, filho do prefeito de Igarassu Mário Ricardo (PTB).

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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