Nome de Lucas ventilado para Mesa e cargo de Diogo em jogo

Publicado em 30/10/2018 às 16h00
Permanência de Eriberto Medeiros, substituição de Diogo Moraes e possível candidatura de Lucas Ramos à presidência vão à pauta na Alepe
Permanência de Eriberto Medeiros, substituição de Diogo Moraes e possível candidatura de Lucas Ramos à presidência vão à pauta na AlepeFoto: Roberto Soares//ALEPE

Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, as conversas sobre a eleição da Mesa Diretora se intensificaram nos últimos dias. Além da substituição do deputado Diogo Moraes na 1ª secretaria, pauta que vem dominando as rodas de conversas na Casa, o nome do deputado Lucas Ramos passou a ser ventilado entre os cotados para disputar a presidência. Nessa conta, pesa a prerrogativa aberta pelo princípio da proporcionalidade. O PSB fez a maior bancada, elegendo 11 deputados, e poderia trabalhar pelo espaço. A equação envolve ainda o bom trânsito de Lucas entre os colegas. Mas a ideia, nesse caso, seria viabilizar "um acordo sem trauma", como define um parlamentar, em reserva. No entanto, uma movimentação maior tem se dado em torno da 1ª secretaria. Circulam como possibilidades para a vaga os nomes de Isaltino Nascimento, Clodoaldo Magalhães e Francismar Pontes. Por Isaltino ser líder do governo e estar mirando a vaga, além de Francismar e Clodoaldo também serem membros do PSB, deputados entendem que os socialistas bateram o martelo por concorrer à 1ª secretaria. Por esse raciocínio, o deputado estadual Eriberto Medeiros se manteria na presidência, concorrendo à reeleição. Ele é membro do PP, cuja bancada é a segunda maior com 10 deputados. Há quem registre ter havido sinalização do governo para a permanência do progressista. Nos corredores do Palácio das Princesas, o fator Lucas Ramos, no entanto, ganha ressonância. E há apostas sendo feitas sobre o socialista - herdeiro do conselheiro do Tribunal de Contas, Ranilson Ramos. O estímulo que passou a ser dado, por governistas, ao nome de Lucas teria a ver com o "climão" instalado na relação do Palácio com o PP. Palacianos têm repisado que o PP terá espaço reduzido na administração estadual.

Abrindo mão
Para Diogo Moraes tentar ser reeleito 1ª secretário, o regimento teria que ser alterado. Internamente, ele já sinalizou, aos colegas da Casa de Joaquim Nabuco, não ter interesse em arcar com o desgaste que uma mudança na legislação acarretaria.

Mira 1 > Consultado pela coluna, o atual presidente da Casa, Eriberto Medeiros, pondera o seguinte: "Foi uma manobra arriscada que nós fizemos de mudar de candidatura no meio da eleição". 

Mira 2 > Eriberto refere-se ao fato de ter projetado uma eleição para deputado federal e ter refeito os planos para disputar a reeleição de deputado estadual. 
 
Mira 3 > Pessoas próximas a ele dizem que a movimentação se deu mediante acordo, que teria benção de governistas. O Palácio das Princesas, por sua vez, não assume influência nisso.
 
Voto > “A gente tem vontade de continuar no cargo, na presidência", registra Eriberto ao ser indagado pela coluna. Mas pondera: "Isso quem vai definir são os colegas". E observa que o governador tem "feito o máximo para não se envolver". 
 
Portuário > Se, no Campo das Princesas, corre que Carlos Vilar está entre os cotados para deixar o governo, mediante redução da cota do PP, progressistas registram que ele, hoje à frente do Porto de Suape, é "dos quadros mais capacitados e, inclusive, cotado para a Secretaria Nacional dos Portos, embora descarte".
 
Astronauta > Citado por Bolsonaro como futuro ministro da Ciência e Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes se filiou ao PSB em 2013, a convite de Eduardo Campos, para ser candidato a deputado federal em São Paulo. Em 2014, a candidatura se concretizou. O futuro ministro deu palestra, ontem, no Recife.
 

FonteFolha de PE.

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