O DEM readquire forças para influir na sucessão

Publicado em 11/04/2018 às 13h00

DEM recebeu na “janela partidária” a adesão de influentes deputados federais

Quando se chamava PFL, o DEM chegou a ter na Câmara Federal uma bancada com mais de 100 deputados, o que lhe deu força política para eleger os presidentes Luís Eduardo Magalhães (BA) e Inocêncio Oliveira (PE). Porém, após a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, a saída do ex-senador Jorge Bornhausen e a derrota de Marco Maciel em 2010, o partido ficou sem o trio que o comandava, perdendo força e influência no país inteiro. Em Pernambuco, elegeu 14 deputados federais em 1990 e seu candidato a governador, que foi Joaquim Francisco. Já em 2014 elegeu apenas um: Mendonça Filho. Hoje, sob a liderança do próprio Mendonça, do prefeito de Salvador ACM Neto e do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, o Democratas começa a recuperar o peso que teve, tendo recebido na última “janela partidária” o reforço de vários deputados federais, alguns deles de grande qualidade política como Fernando Coelho Filho (PE), Arthur Maia (BA); Bilac Pinto, Bonifácio de Andrada e Rodrigo Pacheco (MG); Laura Carneiro e Sérgio Zveiter (RJ), e João Paulo Kleinübing (SC). Não é um reforço capaz de tornar Rodrigo Maia competitivo como candidato a presidente da República, mas suficiente para brigar pela vaga de vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin.

Palanque nordestino

Pelo “peso” político de SP, é natural que Alckmin (PSDB) parta de lá com grande votação como ocorreu com Aécio em 2014. Mas para se tornar competitivo tem que arranjar “palanques” no Nordeste, o que ainda não ocorreu. ACM Neto não quis disputar o governo da BA, nem Tasso Jereissati o governo do CE. Já Elias Gomes quer ser candidato em PE, mas o partido não deixa.

Pavio curto – Ciro (PDT) tem tudo para herdar uma parte dos votos do “petismo”, caso Lula não seja candidato. Mas corre de novo o risco de “morrer pela boca”. Ontem, ao ser provocado em Porto Alegre por um militante do MBL, deu-lhe dois tapas na nunca e ainda o mandou “ir à merda”.

Mais peso – O PSB passou a contar com 5 governadores após a renúncia de Geraldo Alckmin (PSDB) em SP e de Confúcio Moura em RO para disputarem outros cargos. Assumiram os vices Márcio França e Daniel Pereira. Até então, o PSB governava PE, PB e o DF.

Volta às bases – Nilton Mota (PSB), que deixou a Casa Civil na última 6ª feira para reassumir sua cadeira na Alepe, deve reaproximar-se de suas bases sertanejas sob pena de perder algumas delas. Ele se distanciou por conta dos afazeres na Secretaria, mas agora não tem mais justificativa para não reaproximar-se delas.

Seis vínculos – Analisando ontem um processo de Itapissuma – contratação temporária de 191 servidores na gestão do ex-prefeito Cláudio Volia (PP) – o TCE descobriu uma médica com seis vínculos com o serviço público. Isso é muito comum no interior, onde médicos têm que trabalhar em vários lugares para ter uma remuneração digna.

É Ciro – A viagem dos governadores do Nordeste ontem a Curitiba, para tentar visitar Lula, foi articulada pelo cearense Camilo Santana, que andou com um pé fora do PT e depois voltou atrás. Mesmo assim, o candidato dele a presidente será o conterrâneo Ciro Gomes (PDT).

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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