O governo está confuso e a oposição também

Publicado em 08/06/2018 às 15h15

O governo está indefinido e a oposição parecendo fraca, embora não esteja 

Em fevereiro de 2014, a Frente Popular de Pernambuco anunciou sua chapa majoritária às eleições daquele ano: Paulo Câmara (governador), Raul Henry (vice) e Fernando Bezerra Coelho (senador). Á época o PSB tinha um líder, Eduardo Campos, que sabia impor sua liderança, avançando quando preciso e recuando quando necessário. Já estamos no mês de junho e ainda não se conhece a composição da chapa do governador Paulo Câmara, nem tampouco a do senador Armando Monteiro. E aqui não cabe a máxima de Marco Maciel segundo a qual “quem tem prazo não tem pressa” porque o problema não é de prazo e nem tão pouco de velocidade. O problema é de indefinição. Há dúvidas no governo e na oposição sobre o nome do candidato a vice e do segundo candidato a senador. Paulo Câmara só escolheu até agora um senador (Jarbas Vasconcelos) e o virtual candidato do PTB, Armando Monteiro, idem (o deputado Mendonça Filho). Isso mostra que o governo está confuso e a oposição (Marília Arraes à parte) mergulhada em dúvida. Convém lembrar que na política há o tempo certo para se fazer a coisa certa. Nem tão rápido que pareça açodamento, nem tão devagar que pareça fraqueza ou indefinição. O governo está indefinido e a oposição parecendo fraca, embora não esteja, conforme pesquisas de opinião.

Senador solteiro

Por querer ser a todo custo “o senador de Lula”, o deputado Sílvio Costa está praticamente excluído da chapa das oposições. O senador Armando Monteiro (PTB) está à procura de outro nome para fazer companhia a Mendonça Filho (DEM). Sílvio Costa faz campanha sozinho pelo Agreste pedindo votos apenas para ele. Não cita o nome de Armando, nem o de Marília Arraes.

Constrangimento – A assessoria de Paulo Câmara precisa ter mais cuidado quando for marcar os compromissos dele no interior para não expô-lo a situações de constrangimento como a que ocorreu anteontem em Angelim. Levaram-no para inaugurar um calçamento de rua, onde havia menos de 30 de pessoas.

Renovação – O novo líder do PT de Pernambuco é a vereadora Marília Arraes e não o senador Humberto Costa. Ela pode até não ter o controle da burocracia do partido, mas é quem tem os votos. Mas isso deve ser encarado com naturalidade, pois o senador manda na sigla há 30 anos.

O vice – Cresceu ontem na bolsa de apostas do PSDB o nome do vereador recifense André Régis para ser o vice de Armando Monteiro (PTB). O ex-prefeito Elias Gomes (Jaboatão dos Guararapes) também começou a ser mexer, e tem uma forte torcida no partido. 

O decreto – Esta afirmação da senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, parece ser a definitiva: não haverá aliança do PT com o PSB apenas em Pernambuco. Ou se faz a aliança no plano nacional, valendo para os 27 estados, ou não tem aliança.

A força – Parlamentares da Frente Popular comentavam ontem na Alepe a forte influência que ex-secretário da Casa Civil, Antonio Figueira, exerce no governo Paulo Câmara. Ele foi deslocado para a chefia da Assessoria Especial, mas nem por isso deixou de ter força.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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