O PT está sem chapa para as eleições proporcionais

Publicado em 13/04/2018 às 13h00

Se não tivesse feito aliança com o PTB em 2014, o PT teria elegido dois deputados federais

Eventual aliança entre PT e PSB para as eleições em Pernambuco, diz o senador Humberto Costa, está sendo negociada pelos presidentes nacionais dos dois partidos, Gleisi Hoffmann e Carlos Siqueira, respectivamente, e envolve também a disputa em outros estados e o pleito presidencial. No entanto, acrescenta o senador, a questão local está “praticamente resolvida”, Mas o que ainda incomoda o PT é a falta de uma chapa competitiva às eleições proporcionais, dado que o partido acaba de perder João Paulo (que seria seguramente deputado federal) e três potenciais candidatos à Assembleia Legislativa: o atual deputado Paulinho Tomé, filho do ex-prefeito de Tupanatinga Manoel Tomé (33.013 votos em 2014), o ex-vereador recifense Osmar Ricardo (24.588 votos) e o ex-prefeito de Águas Belas, Genivaldo Menezes Delgado, conhecido no Agreste Meridional como “Genivaldo do PT”. A chapa de federais do partido se limita por enquanto ao próprio Humberto Costa, ao ex-deputado Fernando Ferro e à deputada estadual Teresa Leitão, donde se deduz que dificilmente o partido ficará com duas cadeiras como seria o desejável. Já a chapa para a Assembleia Legislativa será constituída pelo deputado Odacy Amorim, o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, o presidente da Fetape, Doriel Barros e o vereador Ronaldo Leite (São José do Egito). Em 2014, se não tivesse feito aliança proporcional com o PTB, o PT teria elegido dois deputados federais (Mozart Sales e João da Costa). Em 2018, se vingar a aliança com o PSB, correrá o mesmo risco.

Geraldo não colou

Em 2006, quando disputou a Presidência tendo o pernambucano José Jorge como vice, Geraldo Alckmin aceitou sugestão dos seus marqueteiros e usou na campanha apenas o “Geraldo”. Era para se contrapor ao nome simples do seu opositor (Lula), reeleito com 60% dos votos válidos. A dúvida agora é: usa de novo o “Geraldo”, apenas o “Alckmin”, ou “Geraldo Alckmin”?

Ave rara – O ex-presidente FHC não perde a elegância em relação aos adversários. Disse à Rádio CBN que ninguém deveria se alegrar com a prisão de um ex-presidente (Lula), que durante certo tempo representou a esperança de milhões de brasileiros.

Às origens – O secretário das Cidades, Francisco Papaléo, recebeu o título de cidadão de Tuparetama, projeto de autoria do vereador Danilo Augusto (PDT). Papaléo tem suas origens no Sertão do Pajeú e dois de seus parentes foram prefeitos de Iguaracy.

Novo revés – Está difícil a vida de Alckmin no Nordeste porque os próprios aliados não o ajudam. Após Tasso (PSDB) recusar-se a disputar o governo do CE e ACM Neto (DEM) o da BA, agora foi a vez de Cássio Cunha Lima (PSDB) negar-s a disputar o da Paraíba.

Sem rancor – Romero Jucá (MDB-RR) não faz política com o fígado. Mesmo tendo sido chamado de “crápula” por Jarbas Vasconcelos, não pretende expulsá-lo do partido. Mas irá às “últimas consequências” para evitar que o MDB apoie a reeleição de Paulo Câmara (PSB).

Voz do campo – A Fatape, ao longo de sua história, elegeu apenas dois deputados estaduais: Romeu da Fonte (PSB) e Manoel Santos (PT), ambos falecidos. Este último, natural de Serra Talhada, morreu no exercício do mandato. O candidato este ano será o presidente Doriel Barros.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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