O recuo estratégico de Antonio Campos

Publicado em 10/07/2018 às 12h00

Antes de desistir candidatura a senador, Antonio Campos conversou com Álvaro Dias

O advogado Antonio Campos não teve sucesso como candidato do PSB à prefeitura de Olinda e por achar que foi traído por algumas lideranças do partido, deu adeus à legenda e se filiou ao Podemos, apostando no projeto presidencial do senador paranaense Álvaro Dias, de quem inclusive se tornou amigo. Em seguida se ofereceu ao partido para ser candidato a senador, mas estrategicamente se deu conta de que sua candidatura não iria prosperar desvinculada de um candidato a governador efetivamente competitivo. Antes, porém, de anunciar formalmente a sua desistência, conversou com o próprio Álvaro Dias, que chegou a se entusiasmar com essa candidatura por causa do parentesco dele com Eduardo Campos, e o senador entendeu sua posição. O advogado sempre disse que seria um representante das famílias “Campos” e “Arraes” na próxima campanha eleitoral e agora decidiu se apresentar como candidato a deputado estadual. Como a fila de candidatos é extensa tanto no governo como na oposição, terá que ter muito cuidado para não passar vexame. Se for eleito, será mais um “Campos/Arraes” na vida pública como foi seu irmão, Eduardo, ex-governador, o que será entendido como algo natural no jogo político. Mas se por acaso for derrotado, terá sido um neto de Arraes e um irmão de Eduardo Campos que perdeu a eleição.

Partidarização da eleição

A oposição na Assembleia Legislativa está indecisa entre lançar ou não um candidato a presidente para substituir Guilherme Uchoa (PSC). Por isso o presidente interino Cleiton Collins (PP) terá que ter muito cuidado para não “partidarizar” a eleição. Se sua candidatura, que é favorita, tiver o menor cheiro de apoio palaciano, corre o risco de perder a eleição.

A estreia – André Ferreira (PSC) participou ontem da 1ª reunião da bancada oposicionista na Assembleia Legislativa ainda meio sem jeito. Como sempre pertenceu à bancada do governo, para acertar o passo na oposição leva um certo tempo.

Quem é? – Michel Temer nomeou ontem o advogado Caio Luiz Vieira de Mello para substituir Helton Yomura no Ministério do Trabalho. É mais um ilustre desconhecido no 1º escalão do governo federal. Aliás, 80% dos ministros de Temer só são conhecidos no meio onde atuam.

São João – Rodrigo Pinheiro (PSDB), vice-prefeito de Caruaru ora substituindo Raquel Lyra (PSDB) que está em viagem ao exterior, foi sábado a Campina Grande conhecer o São João daquele município, que só se encerrou naquele dia. Foi recebido pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB).

Outro lado – Armando Monteiro (PTB) e Mendonça Filho (DEM), em seu recente giro pelo Pajeú, receberam o apoio dos ex-prefeitos Guga Lins e Sinval Siqueira (Sertânia), José Francisco (Carnaíba) e Francisco Dessoles (Iguaracy).

Menos um – Por ter trocado o PSB pelo DEM, o deputado e ex-ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, perdeu o apoio do prefeito de Ingazeira, Lino Moraes e do seu antecessor, Luciano Torres (PSB), que votarem nele nas três últimas eleições.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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