Oposição em busca da viabilidade eleitoral

Publicado em 06/03/2018 às 15h00

Na montagem do palanque das oposições, para driblar o excesso de nomes, a palavra de ordem é viabilidade. No último ato político, em Caruaru, o grupo estabeleceu até 20 de abril como data-limite para definição da chapa e, até lá, serão feitas pesquisas qualitativas e quantitativas para obter os nomes mais competitivos. Todavia, algumas figuras, como o senador Armando Monteiro (PTB) e o deputado Bruno Araújo (PSDB), que estão no fim do mandato, terão mais riscos se disputarem a eleição majoritária.

A questão da viabilidade foi fundamental quando o grupo decidiu abrir mão da estratégia de dois palanques - especialmente pela dificuldade de montar as chapas proporcionais. O deputado federal Daniel Coelho (PSDB), que flerta com PPS, espera a definição partidária para definir entre o Senado ou a Câmara. "É preciso que esse palanque seja construído ouvindo a todos, não só quatro ou cinco de uma cúpula. Espero que crie-se um ambiente de diálogo para escolha", avalia, frisando que não tem "obsessão por majoritária". 

Havia uma leitura de que os ministros pernambucanos investiram pesado para se cacifar para uma majoritária. Entretanto, a impopularidade de Temer acabou acautelando os voos eleitorais de seus aliados. Mesmo assim, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), que esteve à frente da pasta de Cidades, ainda está no páreo e deve disputar a vaga do Senado, tendo a seu favor o tempo de televisão do PSDB.
Também cotado para a majoritária, o ministro Mendonça Filho (DEM) já descartou qualquer possibilidade de integrar a chapa presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB). “Meu foco é a candidatura de Rodrigo Maia (DEM), em nível nacional, e no Estado, trabalhar para o fortalecimento da oposição”, comenta. 

Mendonça espera contar com o prestígio da sua passagem no ministério para obter uma posição à altura. O senador Fernando Bezerra Coelho, que tem mandato até 2022, reconhece sua posição confortável para concorrer ao governo do Estado, mas nega que isso fará diferença na definição do candidato. "É uma avaliação política, vão pesar as pesquisas quantitativas e qualitativas", aponta.

Às vésperas do fim do mandato, o senador Armando Monteiro, que disputou o governo em 2014 numa posição mais favorável, permanece como candidato natural, mas reafirmando a importância do projeto coletivo. "Quem vai disputar eleição é alternativa mais competitiva, do ponto de vista político e depois eleitoral. Eu não sou profissional de mandato. Não estou atrás dessa lógica de manter mandato a qualquer preço", assegura.

Fonte: Blog da Folha de PE.

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