Paulo à mesa com Haddad e apoio do PSB reforça ala de PE

Publicado em 10/10/2018 às 10h00
Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira anuncia apoio a Fernando Haddad no 2° turno, após reunião da Executiva, que teve a presença do governador Paulo Câmara
Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira anuncia apoio a Fernando Haddad no 2° turno, após reunião da Executiva, que teve a presença do governador Paulo CâmaraFoto: Humberto Pradera//Divulgação

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, declarou voto no candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, antes mesmo que o PSB firmasse posição oficial sobre a corrida presidencial, ainda no 1º turno. E foi também a articulação em Pernambuco com o PCdoB, que retirou o PT do isolamento na corrida pelo Planalto. Os comunistas indicaram a vice de Fernando Haddad, quando a cúpula do PT já havia inviabilizado uma candidatura própria em Pernambuco. E a composição de Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB, na vice do governador pernambucano, fechou essa equação. Passada a eleição, além do governador ter sido reeleito sem o invólucro da emoção que tomara a campanha de 2014, Pernambuco deu 21% dos votos para deputado federal recebidos pelo PSB. A conta já foi feita: isso representa quatro vezes mais do que a contribuição dada por São Paulo, que possui quase sete vezes mais eleitores. Por esse resultado da Câmara Federal, Pernambuco reforçou seu peso na legenda nacionalmente e, ontem, a decisão tomada pela Executiva Nacional de declarar apoio a Fernando Haddad no 2º turno, endossa essa influência de Pernambuco no processo, mais uma vez. Foram abertas duas exceções para São Paulo e Distrito Federal. Em São Paulo, Jair Bolsonaro venceu com 53%, enquanto Fernando Haddad teve 16,42%. No Distrito Federal, Jair Bolsonaro teve 58,37%, Ciro Gomes, 16,60%, e Haddad, 11,87%. Mas não era só a Paulo Câmara que interessava o apoio ao PT. O PSB elegeu três governadores e tem quatro disputando o segundo turno. Se Renato Casagrande (Espírito Santo) acenara com neutralidade, Paulo Câmara e Ricardo Coutinho (Paraíba) vão à mesa, hoje, com Fernando Haddad, em São Paulo. O governador pernambucano já havia começado a pedir voto para o petista desde o dia da eleição, no último domingo.

O telefone chamado
Márcio França não foi ontem à reunião da Executiva Nacional do PSB por questões de agenda, mas falou com o presidente da sigla, Carlos Siqueira, por telefone em duas ocasiões: na segunda-feira e ontem. Externou sua posição sobre o 2º turno. 

Ponte aérea > Márcio França também trocou telefonema com Paulo Câmara ontem. O governador pernambucano encontrava-se em Brasília, onde participou da reunião do PSB. De lá, seguiu para São Paulo, onde encontra-se com Haddad hoje.

Neutros > "O que nós aprovamos foi a liberdade de dois companheiros que são construtores do PSB para que eles conduzam suas candidaturas, tanto em São Paulo como no Distrito Federal, da forma que lhes for facilitar suas vitórias", assinalou Carlos Siqueira após reunião da Executiva Nacional.
 
Jarbas no... > Segundo integrantes da Frente Popular, chegou a ser marcado um encontro entre o deputado Jarbas Vasconcelos e o presidenciável Fernando Haddad, por ocasião da visita que o petista fez a Pernambuco, nos últimos dias 23 e 24.
 
...2º turno > Um atraso no voo de Haddad, no entanto, teria inviabilizado o encontro. Se Jarbas vai declarar apoio ao petista não se sabe ainda, mas pessoas próximas garantem que a inclinação dele a Jair Bolsonaro é zero.
 
Climão > Foi em reunião fechada de tucanos que Geraldo Alckmin disparou, ontem, na direção de João Doria: "Traidor eu não sou". Mas antes disso, à coluna, o secretário de Habitação de São Paulo, Paulo Matheus, já havia dito à coluna, sobre o voto Bolsodoria, que isso "revela a personalidade dele (Doria), de traidor, que não tem compromisso com nada, nem com o partido".

 

Fonte:Folha de PE.

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