PDT permanece no primeiro escalão do Governo Paulo Câmara

Publicado em 03/01/2019 às 16h00
Alberes Lopes assumirá a pasta do Trabalho e preencherá a cota do PDT no Governo do Estado
Alberes Lopes assumirá a pasta do Trabalho e preencherá a cota do PDT no Governo do EstadoFoto: Divulgação

O novo secretariado do governador Paulo Câmara (PSB) que tomará posse na tarde desta quarta (02) manteve o PDT no primeiro escalão, migrando a legenda da Secretaria da Desenvolvimento Agrário, que tinha Wellington Batista, para a pasta do Trabalho, que agora contará com Alberes Lopes no comando. 

A permanência do partido como um dos titulares da nova equipe de secretariado reforça a informação bastante ventilada durante a campanha, de que os pedetistas nunca desembarcaram de fato da base aliada, apesar de terem apoiado o candidato Maurício Rands (Pros) em Pernambuco, por conta do acordo nacional entre PSB e PT, que inviabilizou a candidatura de Marília Arraes (PT) ao Governo.

Além de acomodar o PT e abrir espaço para uma maior interlocução com o Movimento dos Sem Terra, mais ligado ao Partido dos Trabalhadores, a pasta do Trabalho cedida aos pedetistas, mantém a legenda na base aliada. Segundo o presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz a permanência da legenda no governo é um reconhecimento pela contribuição da legenda. "Wellington Batista fez um excelente trabalho à frente da Secretaria de Agricultura de Pernambuco e o PDT de Pernambuco se sente honrado de compor o 1º escalão e de poder contribuir com o segundo governo Paulo Câmara”, disse.

Já o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, agora secretário de Desenvolvimento Social no segundo mandato de Paulo Câmara, rememorou o histórico dos pedetistas ao lado da Frente Popular, além de considerar que o pós-eleição não deixou cicatrizes entre as siglas pelo menos em âmbito local. 

"O que houve no final foi fruto do processo eleitoral do ano passado que permitiu que isso acontecesse já no apagar das luzes. A gente sabia da vontade do PDT estadual de continuar ajudando e participando desse projeto. Passado o processo eleitoral foi o momento de se fazer a rearrumação e estamos aqui novamente com a base da Frente Popular reestruturada", esclareceu Sileno.

Já o secretário do Trabalho, Alberes Lopes, preferiu não falar pelo PDT estadual, mas ressaltou as ligações históricas entre os partidos em Pernambuco. "Eu não posso falar pelo PDT, mas eu sei do compromisso que tenho com o governador Paulo Câmara assim como o governador tem comprimsso com o PDT, isso desde o primeiro governo de Eduardo Campos", avisou. 

Na pré-campanha, segundo informações de bastidores, o PSB teria acordado com o PDT, o apoio ao então presidenciável Ciro Gomes, do PDT, e a indicação do ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), a uma das vagas ao Senado. 

Contudo, a possibilidade de um bom desempenho nas urnas, caso fosse consolidada uma candidatura ao Governo de Marília Arraes (PT), teria levado o PT, por meio de decisão da sua executiva nacional, a retirá-la do páreo. 

As amarrações levaram o senador Humberto Costa à reeleição. Além disso, o PSB retirou a candidatura de Marcio Lacerda ao governo de Minas Gerais, o que vinha atrapalhando os planos do petista Fernando Pimentel (PT), que viria a ser derrotado.

O PT se comprometeu a apoiar os candidatos do PSB aos governos de Amazonas, Amapá, Paraíba e Pernambuco em troca da neutralidade dos socialistas na eleição presidencial, que desidratou e isolou Ciro Gomes, pois o PSB deixou de colaborar com tempo de TV e com recursos do fundo partidário para a campanha do pedetista. 

Com isso, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, orientou o partido a encontrar uma saída alternativa, daí a entrada na legenda na chapa de Maurício Rands.

Apesar do desembarque eleitoral, o PDT nunca desembarcou de fato do Governo e, pelo menos, por enquanto, continuará no seio da base aliada governista.

Fonte :Blog da Folha de PE.

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