Polícia Federal diz que não responderá à defesa de Lula Cabral

Publicado em 08/12/2018 às 16h00
Foto: Alepe/Divulgação
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Em nota, nas redes sociais, o órgão explicou. Com relação às declarações do advogado do Prefeito Lula Cabral – Ademar Rigueira – sob algumas condutas da Polícia Federal informamos que a PF não se pronuncia a respeito de ilações ou declarações feitas por advogados de defesa de pessoas que estão sendo alvo de investigações, principalmente quando tal persecução corre sob sigilo!

Veja o que disse o advogado em um novo HC apresentado nesta sexta-feira.

O advogado Ademar Rigueira, que representa o prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), apresentou um novo pedido de revogação da prisão do socialista nesta sexta-feira (7), no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). No documento, a defesa afirma que a Polícia Federal cometeu equívocos na investigação que induziram ao erro a Corte, que negou por três vezes a liberdade de Lula Cabral, preso desde o dia 19 de outubro, quando foi deflagrada a Operação Abismo.

Segundo o advogado, foi atribuído ao prefeito um telefone que não era dele, e sim da ex-mulher. “Tanto a Polícia Federal sabia que o referido número não pertencia ao Prefeito, que chegou a apreender o aparelho e no mesmo dia o devolveu à sua ex-esposa”, afirma a defesa. Além disso, segundo Rigueira, a mulher forneceu o número do telefone quando foi ouvida pela PF, o que, de acordo com o advogado foi omitido “propositadamente” no inquérito.

A defesa também apontou que no dia 14 de outubro de 2017, quando a Polícia Federal afirmou ter havido uma reunião entre Lula Cabral e outros investigados, ele estaria na Europa.

De acordo com as investigações, que correm em segredo de Justiça, Lula Cabral teria supostamente ordenado a transferência de mais de R$ 90 milhões do instituto de previdência municipal, o CaboPrev, que antes se encontravam investidos em instituições sólidas, para fundos de investimento que colocavam em em risco o pagamento da aposentadoria dos servidores. Esses fundos eram geridos pela Terra Nova.

“Não bastasse isso, a polícia esqueceu de investigar que, no dia 24 de outubro de 2017, quando ocorreu o primeiro investimento da Caboprev junto à Terra Nova, Lula Cabral também estava em viagem ao exterior, conforme provado pela Defesa através da cópia de passaporte e comprovantes de hospedagens”, afirma Rigueira.

“Além disso, para sustentar que Lula Cabral teria se feito presente em outro suposto encontro no início da manhã do dia 7 de novembro de 2017, no bairro de Boa Viagem, a Polícia Federal se baseou novamente em ERB de ramal de telefone não utilizado pelo Prefeito, omitindo que, nas primeiras horas da manhã daquele dia, o acusado participou da abertura da IV Conferência de Promoção de Igualdade Racial, no Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho. Considerando a distância e o tempo de deslocamento entre as duas cidades, é simplesmente impossível que o Prefeito estivesse presente no suposto encontro”, diz ainda a defesa.

O advogado rebate a PF e nega que tenha havido obstrução de Justiça. “Também é equivocada a informação especulada pela Polícia Federal após as buscas do dia 31 de outubro, de que teria havido obstrução de provas através da retirada das CPU´s dos computadores do escritório de Lula Cabral. Não é necessário ser técnico em informática para perceber que aqueles computadores não apreendidos se tratam do modelo All in One, os quais têm a CPU acoplada ao monitor e estavam todos disponíveis no local, conforme imagens apontadas pela Defesa”.

Em relação à casa de Lula Cabral na Reserva do Paiva, no Cabo, o advogado afirmou que o cofre onde teriam sido encontradas ligas soltas de dinheiro não estava sendo utilizado. “Na mesma casa havia outro cofre em funcionamento, desta vez devidamente chumbado na parede, e no qual foram encontrados apenas pertences de sua ex-esposa”, disse. 

“Como se não bastasse, também houve erro dos agentes de investigação ao afirmar que o DVD de imagens do circuito de câmeras da casa do Paiva havia sido retirado com a finalidade de ocultar provas. Ora, a troca do equipamento havia sido feita muito antes da operação, diante da oxidação do equipamento anterior, informação que poderia ter sido facilmente obtida pela Polícia Federal quando das buscas.”

Fonte :Blog de Jamildo.

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