Presidenciáveis apresentam propostas para economia

Publicado em 06/08/2018 às 17h30

Propostas para a retomada do crescimento da economia brasileira foram apresentadas por candidatos a presidente da República no evento O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018, promovido pela Coalizão pela Construção, que reúne 26 entidades representativas da indústria da construção.

Realizado hoje (6), em Brasília, o encontro teve a participação pela manhã de Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB). À tarde, será a vez de Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), e Henrique Meirelles (MDB) debaterem os principais pontos dos seus programas para a recuperação da atividade econômica, especialmente do setor da construção civil.

Marina Silva prevê mais recursos para infraestrutura

A empresários da construção civil, a candidata da Rede destacou que, para a retomada do setor, sua agenda econômica prevê a ampliação dos recursos para a infraestrutura. Ela citou o aperfeiçoamento do programa Minha Casa, Minha Vida para sanar o déficit de moradias. “Urge combater os guetos de pobreza com moradias sustentáveis, em bairros com infraestrutura”, afirmou.

“Universalizar o saneamento básico é uma das principais metas de nosso programa de governo. É uma medida essencial para a qualidade de vida da sociedade, para o meio ambiente e as atividades econômicas que dependem de água limpa como agricultura e turismo”, acrescentou.

Marina destacou que, se eleita, vai investir em energia renovável, obras de drenagem, mobilidade urbana e geração de energia para movimentar a economia. Ela ressaltou que o licenciamento ambiental deve ser aperfeiçoado para trazer agilidade para as obras sem perder de vista a qualidade dos projetos.

Para destravar a economia, a candidata defendeu a diversificação e maior competitividade no setor de crédito, como, por exemplo, a entrada das Fintechs (empresas de tecnologia no setor financeiro). Marina lembrou da importância do cadastro positivo que tramita no Congresso Nacional. O texto-base foi aprovado na Câmara, mas faltam ser votados dez destaques ao projeto

Em diversos momentos de seu discurso, Marina destacou a importância do combate à corrupção para atrair investimentos e afirmou que a Operação Lava Jato não será “sabotada”, caso seja eleita.

Alckmin defende retomada de obras paradas

O candidato à Presidência da Republica, Geraldo Alckmin (PSDB) participa do debate "Futuro do Brasil", realizado pela Coalizão pela Construção, formada por 26 das mais importantes entidades representativas da indústria da construção.

 

Alckmin afirmou que, em um eventual governo do PSDB, vai trabalhar para concluir as obras paralisadas no país. 'Tem muita obra parada, como a [ferrovia] Transnordestina. Vamos terminar o mais rápido possível. Estamos estudando a maneira de fazê-lo: ter uma empresa nova para essa obra ser concluída e o setor privado participa dessa empresa nova e conclui a obra. Tem vários modelos que estamos estudando”, disse em entrevista após discursar no evento.

O tucano destacou que o valor arrecadado pelo governo federal, de cerca de R$ 3 bilhões, das empresas de saneamento com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Pasep, será devolvido em investimentos em água e esgoto, caso seja eleito. “Teremos todo o empenho na infraestrutura e logística no país”.

Para aumentar a oferta de crédito do país, Alckmin, disse que seu programa pretende aumentar o número de instituições bancárias e a competitividade no setor. Também destacou que não há definição sobre uma possível privatização de bancos públicos. “Setor bancário e Petrobras na prospecção de águas profundas, vamos manter estatal”, acrescentou.

O tucano ressaltou, entretanto, que pretende quebrar “na prática” o monopólio do refino, que “hoje 99% está na mão da Petrobras”, para aumentar a competição na área e os investimentos no país.

Alckmin ainda defendeu a revisão do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal, para que todo os recursos do FGTS sejam destinados para projetos de moradia, mobilidade e infraestrutura.

Coalizão pela Construção

Segundo a Coalizão pela Construção, o setor tem papel central para a geração de emprego formal e renda e responde por mais de 50% do investimento no Brasil. No entanto, dizem as entidades, por causa da crise econômica que combina forte retração no crédito para empresas e redução significativa da renda das famílias, a construção civil tem enfrentado fortes perdas nos últimos anos, sendo o único setor da indústria que não acompanhou os recentes sinais de reação da economia.

A agenda estratégica da indústria da construção, em documento enviado aos presidenciáveis, propõe medidas para reverter a retração do setor. O ponto principal dessa pauta é a retomada do investimento, com foco na infraestrutura, na habitação e no mercado imobiliário, e na geração de empregos.

Fonte: EBC.

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