PSB terá pelo menos três alas na eleição presidencial

Publicado em 16/05/2018 às 11h00

Uma parte do PSB deve marchar com Ciro, outro com Alckmin e um terceiro com o PT

Depois que o ex-ministro Joaquim Barbosa recusou o convite do PSB para ser candidato a presidente da República, não há mais perspectiva de o partido marchar unido na próxima eleição presidencial. O próprio presidente Carlos Siqueira declarou que sem o ex-ministro do STF na disputa resta ao PSB duas alternativas: celebrar uma aliança com outro partido de centro-esquerda que tenha candidato ao Planalto, ou liberar seus diretórios nos estados para apoiar quem bem entender. Ele descarta por completo o lançamento de outro candidato como gostariam o deputado pernambucano Felipe Carreras e o ex-deputado gaúcho Beto Albuquerque, até por falta de alternativas. Sua inclinação é por uma aliança com o PDT do ex-ministro Ciro Gomes, que já pertenceu ao partido, posição que também é defendida pelos deputados Danilo Cabral e Tadeu Alencar, os dois principais órfãos do fracassado projeto “joaquinzista”. Siqueira estreitou suas relações nos últimos dois anos com o novo governador de São Paulo, Márcio França, filiado ao PSB mas muito próximo dos tucanos, porém descarta apoio ao pré-candidato Geraldo Alckmin, que não consegue empolgar os brasileiros nem crescer nas pesquisas de opinião. Por isso haverá vários “Pê-ésse-bês” nas próximas eleições: um pedaço com Alckmin, um pedaço com Ciro e um terceiro com o candidato que o PT indicar.

Consequências da janela

O PSB chegou a ter na Câmara Federal 34 deputados, sendo que muitos deles não tinham nada de “socialistas”, como a ex-líder da bancada, Tereza Cristina (MS), bastante identificada com a bancada ruralista. Hoje a bancada se resume a 26 deputados. Alguns, como o pernambucano Fernando Filho, deixaram o partido a fim de ter liberdade para apoiar o governo Temer.

Fake news – O que se tem dito e escrito sobre as “fake news” (notícias falsas), especialmente no âmbito do Judiciário, não passa de bobagens. Dizer que vai “prender e arrebentar” quem postar notícias falsas nas redes sociais é perda de tempo, simplesmente porque não há como controlá-las.

Homem culto – Por sua formação política, o ex-governador Roberto Magalhães nada tem a ver com o PCdoB, muito pelo contrário, mas abre uma exceção para Aldo Rebelo, que militou mais de 40 anos nesse partido e depois migrou para o SD. Considera-o lhano e “muito culto”.

Quem sobra? – O PCdoB-PE, desde a década passada, sempre teve um representante na Câmara Federal. Primeiro Renildo Calheiros e depois Luciana Santos. Renildo está sem mandato e Luciana lançou-se candidata ao Senado. Um dos dois continuará fora da Câmara, ou ambos, dependendo da chapa da Frente Popular.

O protagonismo – Cidade com mais de 300 mil habitantes, Caruaru não está tendo nessas eleições menos protagonismo político do que Petrolina, que já tem um senador (Fernando Bezerra), três deputados federais (Gonzaga Patriota, Fernando Filho e Adalberto Cavalcanti), um estadual, e pelos menos cinco novos candidatos nas próximas eleições.

Campos opostos – Caso Mendonça Filho (DEM) se lance candidato a senador com apoio do PTB e do PSDB, será a primeira vez neste século que ele estará contra Jarbas Vasconcelos (MDB), de quem foi vice-governador. Jarbas deverá também ser candidato, mas pela Frente Popular, da qual Mendonça já fez parte mas foi mandado embora por Paulo Câmara.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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