PSOL oficializa chapa feminina em Pernambuco

Publicado em 05/08/2018 às 12h00

Candidatas em discurso na convenção  / Alexandre Gondim/JC ImagemCandidatas em discurso na convenção

Alexandre Gondim/JC Imagem

Vinícius Sales

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) oficializou ontem, no Derby, área Centro do Recife, a chapa majoritária na disputa eleitoral em Pernambuco. Intitulada de A Esperança Vence o Medo, a coligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) lançou uma composição formada por quatro mulheres: Danielle Portela ao governo e Gerlane Simões (PCB) a vice. Para o Senado, Albanise Pires e Eugênia Lima.

“Aqui em Pernambuco, a gente vem chamando a atenção para a necessidade de uma maior participação das mulheres. Somos maioria da população, mas temos menos de 10% de representatividade”, afirmou Portela.Questionada sobre a pauta prioritária, a advogada diz que dará prioridade à segurança pública, com críticas ao Pacto pela Vida, programa desenvolvido pelos governos do PSB.

“Completamos 11 anos do Pacto pela vida, e a gente se pergunta: O Pacto foi feito pela vida de quem? Temos que pensar em um outro modelo de segurança pública, isso passa pela educação”. Além das candidaturas majoritárias.

Licenciado do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros é um dos postulantes do partido à Assembleia Legislativa. “Foi uma decisão coletiva junto com os policiais civis e os trabalhadores. Toda essa gama de profissionais decidiu que deveriam ter uma representação. Nós queremos transformar a Assembleia Legislativa em uma casa de diálogo”.

DECISÃO

No evento, o deputado estadual Edilson Silva (PSOL) e o vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) comentaram a escolha do partido de lançar uma chapa toda feminina. Cotado anteriormente para a vaga na disputa ao executivo estadual, Ivan afirma que a decisão foi acertada por parte do partido.

“Foi um acerto tanto em conteúdo quanto em método. Desde dezembro, temos uma chapa feminista e de esquerda como uma opção real para Pernambuco. Sabemos que alguns setores da esquerda estão se sentindo desiludidos pelo o que PT fez com Marília Arraes. Nós nos solidarizamos com ela, mas o PSOL não ficou esperando as coisas acontecerem.”

Edilson argumenta que a igualdade de gênero está nas discussões atuais e que a chapa seria resultado do momento de “empoderamento feminino”. “Esse tema está no Oscar, no Grammy, no Emmy. Essa composição faz um aceno muito forte para a conjuntura que vivemos.”

Fonte :JC.

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