PSol prepara candidatura presidencial de Guilherme Boulos

Publicado em 27/02/2018 às 07h00
Juliano Medeiros, Presidente nacional do PSOL
Juliano Medeiros, Presidente nacional do PSOLFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

De passagem pelo Recife, nesta segunda-feira (26), o presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, afirmou que o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, deve ser de fato o candidato a presidente do País pelo partido. O anúncio da filiação deve ser feito no dia 10 de março, durante a conferência nacional eleitoral da legenda. 

Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, Juliano Medeiros disse que o MTST aprovou, neste domingo, a filiação de Boulos ao PSol. “O evento, que aconteceu em São Paulo, contou com mais de 500 militantes. Então essa autorização foi concedida ao Guilherme para que a gente conclua o processo de entendimento que está em curso entre o MTST e o PSol”, contou.

Para o dirigente, a filiação “é uma aliança que estamos construindo entre a esquerda partidária radical no País e os movimentos sociais combativos que nos últimos anos têm sido muitos importantes na resistência à retirada de direitos”. O PSOl tem uma experiência muito singular na esquerda brasileira. Somos o único partido com representação institucional , com deputados federais e senadores, que não compôs os governos do PT”, acrescentou.

Na sua visão, os governos petistas tinham “limitações”. “Não é só o problema dos entendimentos que o PT constituía com os velhos partidos e das velhas raposas da política, como Sarney, Maluf ou Collor. Mas era uma divergência de fundo sobre a natureza daquele projeto e seus limites. Quer dizer, o quanto de transformação se pode promover no Brasil, mantendo o tripé macroeconômico herdado dos governos FHC, que é a base do neoliberalismo no Brasil”, colocou.

De acordo com ele, o partido sempre entendeu que a melhoria na qualidade de vida do brasileiro, que engloba ampliação de direitos, da soberania nacional e dos instrumentos de participação democrática “só poderiam ser implementados em um contexto de enfrentamento dessas velhas elites políticas e econômicas”.

Por isso, segundo Medeiros, o PSol acredita que, após o fim da era PT, é necessário “transformar as críticas em uma plataforma alternativa”. “Estamos muito otimistas com esse entendimento com o Guilherme Boulos, justamente porque ele faz parte dessa nova geração de lutadores e de movimentos sociais que surgiram no Brasil nos últimos anos e tem trazido essa necessidade de uma nova plataforma para a esquerda”, finalizou.

Fonte:Blog da Folha de PE.

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