PT atropela Marília pela segunda vez

Publicado em 13/09/2019 às 11h00
Coluna Fogo Cruzado – 13 de setembro de 2019

                                                Foto: Câmara Municipal do Recife

Embora não tenha se lançado candidata à sucessão do prefeito Geraldo Júlio, a deputada Marília Arraes alimentava esse sonho se o PT tivesse decidido em seu processo de eleição direta (PED) apresentar candidato próprio à prefeitura do Recife. Ela representa o “novo” dentro do PT, cujos quadros envelheceram nos últimos 30 anos, não apenas do ponto de vista geracional, mas também doutrinário. No entanto, na eleição do último domingo, os petistas do Recife, por maioria acachapante (65% dos votos), decidiram manter o partido na Frente Popular, que os acolheu muito bem em cargos oferecidos pelo governo estadual. O argumento dos petistas é que o partido não deve se isolar e sim aliar-se a outras legendas de esquerda que fazem oposição ao governo de Bolsonaro. E assim foi feito. Queimaram Marília em 2018, impedindo-a de concorrer ao Governo do Estado em troca do apoio do PSB à reeleição de Humberto Costa. E agora enterraram a tese da candidatura própria à prefeitura da capital porque acham que ser “sublegenda” do PSB já está de bom tamanho para um partido cuja única bandeira se resume ao “Lula livre”. Como a neta de Arraes ainda é muito jovem, pode ser que tenha uma terceira chance para disputar uma majoritária pelo PT, mas os caminhos estão se estreitando.

Com todo respeito

O vereador recifense Jayme Asfora (sem partido) bate palmas para o prefeito Geraldo Júlio pela reforma que fez na área externa do Mercado de São José, mas reserva uma nota baixa para o sanitário que serve aos operadores dos boxes e também aos turistas: “É uma verdadeira pocilga, com todo respeito aos porcos do Recife”.

Escolha difícil

Jayme Asfora, que presidiu a OAB-PE, sempre foi ligado ao MDB, mas saiu do partido em 2017 para disputar uma vaga na Alepe pelo PROS. Saiu no dia seguinte à eleição e agora está em busca de um partido de centro-esquerda, que faça oposição a Bolsonaro, Paulo Câmara e Geraldo Júlio, e onde não reine o “caciquismo”. Tá difícil.

Pernambucano na cadeira

Mesmo interinamente, o pernambucano José de Assis Ferraz Neto está sentado na cadeira de Secretário da Receita. Entrou no lugar de Marcos Cintra, que botou na cabeça há 40 anos a tese do “imposto único” e insistia em implantá-lo no Brasil apesar de Bolsonaro ter tido que no governo dele não haverá aumento da carga tributária.  

Parabéns para todos

Gonzaga Patriota (PSB) homenageou na Câmara Federal três municípios do interior que comemoraram sua emancipação política no último dia 11: Arcoverde, Custódia e Cabrobó. Arcoverde, disse ele, tem o cinema mais antigo do Brasil (Rio Branco) e Cabrobó é o ponto de partida do eixo norte da transposição do São Francisco.

Processo legislativo

Começou ontem em Caruaru um curso sobre processo legislativo coordenado pelo advogado Bruno Martins. O procurador de contas, Cristiano Pimentel, que é um carioca “pernambucanizado”, será um dos instrutores. Falará sobre o tema para o qual foi convidado e sobre o papel do Ministério Público no contexto político nacional.

Espaço dos evangélicos

Itapissuma, no litoral norte, é a cidade de Pernambuco que tem o maior número de evangélicos. Daí não constituir surpresa o favoritismo do prefeito “Zé de Irmã Teca” (PSD) para renovar o mandato em 2020. Sua mãe, conhecida na cidade como “Irmã Teca”, foi vice do ex-prefeito Clóvis Cavalcanti (PDT).

Sem arestas 

O secretário Rodrigo Novaes (Turismo) irá à Assembleia Legislativa na próxima semana conversar com os deputados que o criticaram por supostamente não dar atenção aos pleitos da Casa. Quer aparar as arestas com todos eles, especialmente com Antonio Moraes (PP) e os sertanejos Rogério Leão (PL) e Fabrízio Ferraz (PSC). 

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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