PT deve apresentar algo novo ao país além do “Lula livre”

Publicado em 07/02/2019 às 17h00

Saiu ontem a condenação criminal do ex-presidente Lula referente à reforma do sítio de Atibaia. Ele foi condenado pela juíza federal Gabriela Hardt a 12 anos 11 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O petista foi acusado de receber propina de três empreiteiras, para fazer a reforma do imóvel, que formalmente pertence ao empresário Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Lula ainda responde na Justiça a uma terceira ação penal referente à compra de um terreno para a construção do Instituto Lula, em São Paulo. Ele está preso numa sala da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7/4/2018, acusado de receber de uma empreiteira um apartamento tríplex, na praia de Guarujá, em São Paulo, que seria mais para os netos verem a praia do que ele próprio. Sua prisão em segunda instância ainda continua sendo comentada pela imprensa mundial, porém no Brasil o noticiário perdeu gás. O PT ainda parece desorientado com a vitória de Bolsonaro para presidente da República, e em vez de criar um “gabinete fantasma” para marcar corpo a corpo os atuais ministros, apresentando uma pauta alternativa ao país, insiste em continuar com a campanha “Lula livre”, que não sensibiliza mais sequer os próprios petistas.

Pedido de amigo

Para não brigar com o amigo, Eriberto Medeiros (PP), presidente reeleito da Assembleia Legislativa, o líder da Oposição na Casa, deputado Marco Aurélio (PRTB), prometeu que não mais irá referir-se a Paulo Câmara como “geringonça”. Além de a palavra não conter ofensa à honra do governador, diz o parlamentar, “já está incorporada ao ‘nordestinês’ há muito tempo”.

A merreca – Paulo Câmara prometeu anteontem na Amupe liberar R$ 5,6 milhões de recursos do FEM para os municípios pernambucanos. Trata-se de uma ninharia, que não dar sequer para os prefeitos construir uma “obrinha” de pequeno porte. Muitos só irão aceitar a ajuda porque estão com a corda no pescoço.

A irritação – Conserto de obras que a prefeitura do Recife está fazendo no bairro da Torre tem sido responsável pelos engarrafamentos quilométricos que se verificam naquela área. Bem que a PCR poderia trabalhar 24h/dia, de domingo a domingo, como se faz em SP, para reduzir esses transtornos.

Memória 1 – É tão pouca a lembrança do ex-governador Eraldo Gueiros na memória dos pernambucanos que quase ninguém sabe que seu secretário de Saúde foi o notável pediatra pernambucano Fernando Figueira, fundador do IMIP. Que, se vivo fosse, teria completado 100 anos de idade no último dia 4.

Memória 2 – Eraldo Gueiros era ministro do STM quando foi convidado pelos militares para assumir o Governo de Pernambuco (1971-1974). Ele foi o responsável por duas grandes obras das quais os pernambucanos pouco de lembram: o início do Porto de Suape e o Complexo de Salgadinho.

A discrição – Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente reeleito da Câmara Federal, tem um “professor” de política dentro de casa que é seu pai, César Maia, vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro. Mas sempre teve o cuidado de caminhar com suas próprias pernas para não expor o pai, um dos poucos políticos do Brasil que têm idéias e faz questão de debatê-las.

A exibição – Já o presidente Bolsonaro têm três filhos na política, dois dos quais falam mais do que deviam e por isso puseram o pai em várias enrascadas: Flávio, senador pelo RJ e Eduardo, deputado federal reeleito por SP. O único discreto é Carlos, vereador na “Cidade Maravilhosa”.

Conta-gotas – Romeu Zema, novo governador de MG, anunciou ontem que irá pagar em 11 parcelas o 13º salário dos servidores públicos estaduais. O Estado “quebrou” na gestão de Aécio Neves, mas os mineiros só se deram conta disto no governo de Fernando Pimentel (PT) quando a folha dos inativos quase se igualou à dos ativos.

Muito prazer! – Os brasileiros ainda terão muita surpresa com o ministro da Educação, Ricardo Veléz Rodriguéz, que embora morando no Brasil há mais de 30 anos ainda não fala português corretamente. A entrevista dada por ele às páginas amarelas da revista “Veja” é um exemplo de despreparo.

Quase bom – O ministro Sérgio Moro (Justiça) explicou ontem na Câmara Federal as medidas previstas em seu “pacote” de projetos de lei para combater a corrupção e a imunidade no país. Ele saiu de lá com um aliado importante: o líder da bancada do PPS, Daniel Coelho (PE), para quem o “pacote” precisa apenas de pequenos ajustes para ser aprovado pelo Congresso.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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