PT exige do PSB o que o partido não pode dar

Publicado em 07/06/2018 às 12h15

Humberto Costa entende que o PT não tem estrutura para vencer uma eleição em Pernambuco

O governador Paulo Câmara ainda não arquivou o projeto de contar com o PT em sua chapa, mas as últimas conversas havidas em Brasília indicam que esta aliança não se consumará. Bem verdade que o PT ainda não descarta a hipótese de afastar a vereadora Marília Arraes da disputa pelo governo estadual, mas exige do governador aquilo que ele não pode garantir: o apoio formal do PSB ao candidato petista à Presidência da República, seja ele Lula ou outro qualquer. Paulo Câmara é um dos vice-presidentes nacionais do PSB e sabe por experiência própria que seu partido é assemelhado ao MDB: em cada estado tem um dono, a começar por São Paulo, mais importante unidade da federação, cujo governador, Márcio França, histórico secretário de finanças do partido, tem Geraldo Alckmin como primeira opção e Ciro Gomes como segunda no futuro pleito presidencial. Sendo assim, cada qual seguirá o seu caminho. O governador tem que utilizar agora suas energias para evitar defecções em sua ampla frente partidária e o PT tem que dar condições a Marília Arraes para botar o seu bloco na rua, já que até a presente data só fez atrapalhá-la. Ao não assumir oficialmente sua candidatura, deixou-a com as mãos atadas para costurar alianças e iniciar conversações para a montagem da chapa. A consequência desta não aliança é que o senador Humberto Costa não será candidato à reeleição na chapa da Frente Popular. Poderá sê-lo na de Marília, mas já declarou que não tem interesse por entender que o PT não tem estrutura para vencer uma eleição majoritária em Pernambuco.

A bola da vez

Fracassadas as negociações para que o PT fizesse parte, oficialmente, da coligação da Frente Popular, interlocutores de Paulo Câmara começam a defender o nome de João Paulo para vice. As vantagens, dizem eles, seriam muitas: o ex-prefeito do Recife está no PCdoB, mas 90% dos recifenses o vêem como petista e aliado de Lula. E sua liderança na capital é incontestável.

Parentesco – Dos novos candidatos do PT a governos estaduais, a pernambucana Marília Arraes é a mais competitiva no país. Ela não usa o nome do avô (Miguel Arraes) em sua pré-campanha, tampouco o do primo, Eduardo Campos, mas esse duplo parentesco a ajuda bastante.

A pressão – Ainda não há movimentos organizados no país pela redução do preço da gasolina. Mas quando a população descobrir que PE cobra 29% de ICMS, o Rio de Janeiro 32% e o Rio Grande do Sul 34%, podem eclodir novas pressões para que essas alíquotas sejam reduzidas.

O novo – Kaio Maniçoba (SD) foi uma das gratas surpresas que surgiram em Pernambuco em 2014. Aprendeu tudo de política em 4 anos e se consolidou como nova liderança sertaneja, a partir de Floresta, onde sua mãe, Rorró Maniçoba (PSB), foi prefeita duas vezes. Nivelam-se a ele como “caras novas” Rodrigo Novaes (PSD), Lucas Ramos (PSB) e Júlio Lossio (Rede).

O convite – Políticos do PP que conversaram ontem com o deputado Eduardo da Fonte (PP) dizem que ele está “determinado” a disputar uma vaga de senador na chapa de Paulo Câmara. Aguarda apenas o convite (que poderá não vir) para botar o bloco na rua.

O prejuízo – Mesmo que esta não tenha sido sua intenção, João Campos, futuro candidato do PSB a deputado federal, já retirou votos que seriam dados a Gonzaga Patriota, Felipe Carreras e Tadeu Alencar, todos pertencentes ao seu partido.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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