PT terá dificuldades para dizer “não” a Marília Arraes

Publicado em 10/03/2018 às 15h00

Não será fácil para o PT-PE afastar Marília Arraes da disputa pelo governo estadual

Depois que a vereadora Marília Arraes figurou numa pesquisa da Múltipla (Arcoverde) com cerca de 20% de intenções de voto para o governo estadual, dependendo do cenário, ficou difícil para o PT pernambucano “rifar” essa candidatura para apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara. Como é sabido, o PSB está doido por essa aliança para afastar um “Arraes” do seu caminho e o PT, idem, na expectativa de indicar João Paulo para a vaga de vice ou Humberto Costa para uma das vagas de senador. Além disso, o PSB também se interessa pelo apoio de Lula, ainda que o ex-presidente esteja preso, pois ele tem aqui no Estado, de acordo ainda com a múltipla, 66% das intenções de voto. Marília chegou a este patamar sendo conhecida, apenas, por 46% dos pernambucanos, o que significa dizer que tem potencial de crescimento se vier a usar o rádio e a televisão. Além disso, é o nome preferencial das bases petistas, por isso não será fácil a essa altura do campeonato a cúpula do PT decidir simplesmente que não a quer como candidata.

Concurso público

Quinze mil pessoas se inscreveram para participar de um concurso público neste domingo (11), em Santa Cruz do Capibaribe e outros municípios da região para o preenchimento de diversos cargos. O concurso foi suspenso pelo TCE por estar sendo patrocinado por um consórcio de prefeituras (Coniape). O TCE entende que não é papel de consórcio promover concurso público e por isso decidiu, cautelarmente, suspender o certame. Além disso, a empresa contratada para realizar o concurso não tem expertise no assunto. O consórcio, inconformado com a decisão do TCE, examinava a hipótese de recorrer ao Tribunal de Justiça.

Trocas – O prefeito de São Lourenço, Bruno Pereira (PTB), trocou praticamente todo o primeiro escalão da prefeitura depois que “pancada” que recebeu do TCE. Ele está mais cuidadoso diante dos negócios da prefeitura e não dá mais nenhum passo sem antes consultar o Tribunal. Apesar de não ser, por uma lei municipal, “ordenador de despesas”.

Crescimento – Paulo Câmara apresenta crescimento nas pesquisas como candidato à reeleição, apesar dos múltiplos problemas que o seu governo está enfrentando. Isso só pode ser atribuído à fragilidade das oposições.

Tá no jogo – O deputado Sílvio Costa (Avante) está tão certo de que será um dos candidatos a senador na chapa das oposições que já encomendou jingle e música da campanha. O bordão já é conhecido: “O senador de Lula”.

Retaguarda – O secretário de Administração e candidato a deputado federal, Milton Coelho (PSB), tem na sua retaguarda dois aliados de peso: o prefeito de Timbaúba, Ulisses Felinto (PSDB) e o ex-prefeito de Paudalho José Pereira (PSB).

Desgaste – A batalha que se trava na justiça pelo controle do PMDB pernambucano tem desgastado emocionalmente tanto o vice-governador Raul Henry (atual presidente) como o deputado Jarbas Vasconcelos.

De casa – O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), vai lançar uma filha para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Seu irmão, Everaldo Cabral, deputado estadual pelo PP, não terá mais o seu apoio.

Dissidência – O vereador Fiapo (PSB), de Sertânia, irmão do prefeito Ângelo Ferreira (PSB), abriu uma dissidência no grupo e não votará em Diogo Moraes (PSB) para deputado estadual. Isso porque não teve o apoio do 1º secretário da Assembleia Legislativa quando disputou, ano passado, a vice-presidência da UVP. Fiapo vai apoiar Aluísio Lessa.

Dúvida – É grande a indefinição dos deputados Tony Gel e Ricardo Costa sobre se saem ou ficam no PMDB diante da indefinição sobre o controle do partido. Os dois garantem que seguirão o deputado Jarbas Vasconcelos, seja qual for a decisão dele.

Propina – O Ministério Público Federal acusa o ex-ministro Delfim Neto de ter recebido propina no valor de R$ 15 milhões por uma “consultoria fictícia” prestada ao consórcio de empresas que construiu a Usina de Belo Monte. Delfim é um economista respeitado e tem uma das empresas de consultoria mais procuradas de São Paulo. Será que iria sujar o nome prestando “consultoria fictícia”? É pouco provável.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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