Quais as propostas dos presidenciáveis para a segurança?

Publicado em 11/07/2018 às 20h00

Entre as propostas que os presidenciáveis timidamente vêm anunciando, uma área específica é uma das maiores preocupações dos brasileiros: a segurança pública. Com números alarmantes e crescentes de violência em diversas cidades do país, os pré-candidatos a presidente da República possuem uma difícil missão de diminuir os índices que assustam a população. 

Quando se fala em segurança, o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) logo é associado. O deputado federal tem uma sugestão que rende muita polêmica: toda a população poderá ter porte de arma com algumas regras. Bolsonaro afirmou que não existirá o politicamente correto. “No que depender de mim, com a ajuda de vocês, todos terão porte de arma de fogo”, prometeu durante uma palestra em Belém. 

Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, também já deixou claro que está preocupado com a segurança do povo e não com o que chamou de “marginais”. “Eu queria que matassem 200 mil vagabundos. Eu estou preocupado é com os inocentes que morrem”, ressaltou certa vez. Ainda defende uma legislação penal diferente para cada estado.

Indo contra a opinião de Bolsonaro, a pré-candidata ao Palácio do Planalto Marina Silva (Rede) já afirmou que o problema de segurança pública no Brasil não se resolve “distribuindo armas para as pessoas”. A ex-senadora afirma que é necessário “firmeza” para resolver a falta de segurança. “Esse problema não se resolve com mais violência, nem distribuindo armas para as pessoas”, pontuou durante uma entrevista. 

Marina acredita que é necessário encontrar uma solução para o alto índice de homicídios e também acabar com os poderes de “bandidos”, mas não cita objetivamente quais são. Ela também é contra a redução da maioridade penal porque, de acordo com a presidenciável, o Brasil já possui um sistema para a responsabilização de menores, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente. 

O pré-candidato a presidente pelo PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, caso seja vitorioso na eleição, pretende criar uma Guarda Nacional de Combate ao Tráfico de Drogas. O tucano afirma que a principal causa da violência no Brasil é o tráfico de drogas. Também pretende trabalhar nas fronteiras brasileiras de uma “forma inovadora”. 

Por sua vez, o empresário João Amoêdo, que vai disputar o pleito pelo Partido Novo, argumenta que é necessário a combinação de diversas medidas para reduzir a violência. Assim como Bolsonaro, Amoêdo diz que a figura do policial tem que ser respeitada e deve ser valorizada. Também propõe o fim do Estatuto do Desarmamento porque, segundo ele, o cidadão poderá exercer seu direito de defesa.

De encontro com Alckmin, João Amoêdo sugere um maior controle nas fronteiras para impedir a entrada de drogas e armamentos ilegais. Ainda deseja uma maior integração entre as policias e utilização de tecnologias, maior parceria entre o Governo Federal e os estados, e ressalta que a Justiça precisa aprimorar seus processos e ser mais rápida.

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) contou que conta com “um grupo de especialistas” em segurança que tem conversado sobre o tema em diversos pontos. O pedetista ressaltou que toda ação voltada para o combate ao crime nas fronteiras passa por investimento em satélites, tecnologia, inteligência, contrainteligêcia, drones e outros equipamentos. 

 Para Manuela D'Ávila (PCdoB), segurança pública tem que ser política de estado. “É absurda e falaciosa a ideia de que cada um pode se defender sozinho”, salientou. Ela propõe um plano de segurança pública no Brasil que tambem defenda a juventude, a população negra e as mulheres. 

FonteLeia Já.

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