Quem avaliará o prejuízo que a Lava Jato deu a Pernambuco?

Publicado em 12/10/2018 às 12h00

Calcula-se que Pernambuco tenha perdido 100 mil postos de trabalho depois da Lava Jato

Paulo Câmara estava cumprindo metade do seu primeiro mandato quando foi deflagrada a Operação Lava Jato por procuradores federais lotados em Curitiba. A nação inteira aplaudiu essa Operação e em determinado momento chegou a endeusar o juiz Sérgio Moro, que teve a coragem de mandar para a cadeia os maiores empreiteiros do Brasil, o ex-presidente Lula e alguns dos seus ex-ministros. O combate à corrupção nunca foi tão aplaudido no Brasil como no momento em que Lula foi preso, pois ninguém de sã consciência pode ser a favor do desvio de recursos públicos. Só que o combate à corrupção não pode ser um fim em si mesmo. Mas parece ser isto o que está na cabeça do procurador Deltan Dellagnol e seus colegas de Curitiba. Corrupção sempre existiu e continuará existindo no mundo todo, por isso é necessário ter um olhar além dela para preservar o que há no seu entorno. Voltando ao Estado de Pernambuco, trata-se, provavelmente, da unidade da Federação que mais sofreu os efeitos dessa Operação. Mas até agora ninguém do governo se dispôs a fazer esse levantamento. Quando se atirou a Petrobras no centro da roda, não se teve o cuidado de preservar a imagem de empresa, um das maiores do Brasil e do mundo, e estratégica para os interesses nacionais, como se ela tivesse culpa pelos atos corruptos os seus diretores. Resultado: todos os investimentos que ela estava fazendo em Pernambuco foram paralisados, acarretando o fechamento de aproximadamente 100 mil postos de trabalho no entorno de Suape. No plano nacional esse estudo já foi feito pelo advogado Walfrido Warde Júnior, que vai lançar na próxima semana o livro “O espetáculo da corrupção – como um sistema corrupto e o modo de combatê-lo estão destruindo o país”. É interessante lê-lo para saber que a Petrobras declara ter perdido com a corrupção R$ 6 bilhões e que os procuradores conseguiram ir buscar de volta R$ 1,2 bilhão. E saber também que depois da Lava Jato a empresa perdeu 440 bilhões em valor de mercado e que a “morte” de empresas como Odebrecht, JBS e outras reduziu o nosso PIB em cerca de 120 bilhões.

Oportunista inconfiável

Alckmin bancou a candidatura de João Doria (PSDB) a prefeito de São Paulo em 2016 contra a vontade de importantes tucanos do seu Estado como FHC, Serra, Alberto Goldman, Aloysio Nunes e Andrea Matarazzo. Doria venceu no 1º turno e logo após a posse queria tomar o lugar de Alckmin como candidato do partido a presidente da República. Alckmin agora o chama de “traidor”, mas agora é tarde. Só os ingênuos não viam que Doria é oportunista e inconfiável.

A maioridade – De todas as bandeiras defendidas por Bolsonaro,a que mais tem apoio na opinião pública é a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O Congresso já poderia ter reduzido isto há muito tempo, mas rendeu-se ao “lobby” da Igreja Católica e de certas ONGs. Ora, se foi dado ao jovem de 16 anos o e direito de votar, por que deixá-lo solto se matar alguém?

Qual delas? – O PSB deve indicar a deputada eleita Gleide Ângelo para disputar uma dessas prefeituras da área metropolitana: Olinda, Paulista ou Jaboatão dos Guararapes. Porque ela foi majoritária em todas elas. Ganhou também no Recife, mas a vez na capital será de outro.

O avanço – Diferentemente do que pensam certos internautas, podem ser chamado de “esclarecidos” eleitores de um estado que dão 2 milhões de votos à advogada Janaína Paschoal para deputado estadual e mandam para a Câmara Federal com 500 mil votos um palhaço (Tiririca) e com 170 mil um ator pornô (Alexandre Frot)?

Ele sim – O PSC decidiu ontem dar apoio a Bolsonaro neste segundo turno da eleição presidencial. Diz o deputado federal eleito André Ferreira (PE) que o ex-capitão representa hoje a “esperança” do povo brasileiro porque é “defensor da ordem, da Pátria e da família”.

Ser como? – Paulo Câmara aconselhou Haddad a ser “mais ele e menos Lula” nesta reta final da campanha política. O problema é que toda a campanha do petista no 1º turno foi feita na base do “Haddad é Lula” e “Lula é Haddad”. Como dizer agora que “um é um” e o “outro é o outro”? Não dá.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio.

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