"Discussão familista eles têm feito. Para mim, tá superado"

Publicado em 08/05/2018 às 22h15
Marília Arraes
                     Marília ArraesFoto: Divulgação

Nas pesquisas internas que vêm sendo aferidas, o eleitor ainda não vê a vereadora Marília Arraes como candidata do ex-presidente Lula ao Governo de Pernambuco. Mas parcela significativa relaciona o nome dela ao ex-governador Miguel Arraes, de quem 
é neta. O grupo que apoia o projeto majoritário da petista tem realçado esse dado. Coincidência ou não, em entrevista ao Estadão, publicada no sábado, o governador Paulo Câmara, indagado sobre a divisão na família Arraes, uma vez que Marília está no páreo pelo PT e Antônio Campos filiado ao Podemos, alfinetou: "Dr. Arraes sempre deixou muito claro que não tinha herdeiros na política. Eduardo caminhou com suas próprias pernas". Ontem, em entrevista à CBN, indagada sobre a referida consideração, Marília devolveu: "Política para mim não é assunto de família. Se fosse assunto de família, eu não estava no PT, tinha ficado no PSB e estava fazendo o discurso familista, a discussão familista que eles têm feito. 


Isso para mim já está bastante superado". E emendou: "Agora, meu sobrenome é Arraes. Tenho muito orgulho de tê-lo, muito orgulho de ser neta de Miguel Arraes, uma das grandes lideranças de esquerda da América Latina, e jamais me apropriei disso para qualquer coisa". Marília, então, arrematou: "Se eu estivesse querendo me aproveitar, estava lá com eles. Mas não. Estou fazendo debate político no campo em que eu acredito, diferente deles que se oportunizam e procuram pegar carona, em Arraes, em Eduardo (Campos), em sei lá o que eles acham que é oportuno naquele momento". Marília não considera ruim o adiamento da decisão do PT sobre candidatura própria no Estado. Trabalha para construir seu palanque, mas externa consciência da importância do projeto nacional do PT. Enquanto isso, Paulo Câmara acenou ontem para o PT, dizendo estar "à disposição para discussão". Uma aliança entre PT e PSB inviabilizaria uma candidatura de Marília. Mas ela assegura que não trabalha com plano B.

Acenos de Marília a Lóssio
Marília Arraes concedeu entrevista à CBN, ontem, ao lado do ex-prefeito Júlio Lóssio. Como a coluna antecipara, os dois acenaram para a possibilidade de composição em uma chapa majoritária. "Me sentiria bastante honrada de ter o prefeito Júlio Lóssio na nossa chapa, porque é uma pessoa de grande experiência que fez gestões exitosas", enalteceu Marília.

À mesa > Lóssio, à coluna, já havia dito que essa aliança seria "uma opção". E reforçou: "Precisamos pensar em convergências". Na saída, Marília e o porta-voz da Rede, Roberto Leandro, 
chegaram a agendar uma conversa.

Palanque para Marina > Roberto Leandro, no entanto, à coluna, adianta que o problema maior na relação entre PT e Rede não é nem a posição de Marina Silva que foi favorável ao impeachment. Mas a estratégia tirada na conferência estadual. "E essa estratégia é no sentido de ter candidatura própria ao Governo do Estado".

Entrosados > Nas coxias, fala-se que o deputado federal Silvio Costa e a vereadora Marília Arraes têm avançado nas tratativas sobre a possibilidade de ele ser candidato ao Senado em chapa encabeçada por ela. Pessoas próximas dizem que as chances crescem e o diálogo flui.

Para Moro > Como a coluna cantara a pedra na sexta-feira, o processo que envolve o senador Fernando Bezerra Coelho acabou, ontem, sendo retirado da pauta de hoje de julgamentos da Segunda Turma do STF pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato. A decisão de envio à primeira instância, para o juiz Sérgio Moro, é resultado do novo entendimento do STF sobre o foro privilegiado.

Fonte :Folha de PE.

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