Rands: estaria no PSB se não tivesse divergência

Publicado em 09/08/2018 às 18h00
Maurício Rands e Isabella de Roldão, candidatos a governador
Maurício Rands e Isabella de Roldão, candidatos a governadorFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Com o objetivo de se viabilizar como a terceira via entre o governador Paulo Câmara (PSB) e senador Armando Monteiro Neto (PTB) na disputa eleitoral, o ex-deputado Maurício Rands (PROS) já começou a se movimentar. O candidato ao governo pela coligação “Pernambuco Que Você Quer” afirmou, ontem, que seu “governo será de austeridade” e destacou três eixos principais da sua plataforma de governo - saúde, segurança e desenvolvimento econômico - ainda em construção. “Não queremos voltar ao passado, nem o presente, que não tem agradado”, afirmou ele, sem mencionar nomes.

Pregando um modelo de gestão que una políticas sociais e econômicas, Rands avaliou que Pernambuco precisa criar um ambiente favorável ao investimento, sem esquecer-se do social. “Precisamos integrar economia criativa e tecnologia, políticas públicas de promoção à igualdade ao desenvolvimento e apresentar uma nova forma de fazer política”, destacou ele, em visita a Folha de Pernambuco, onde foi recebido pelo diretor operacional José Américo, pela diretora administrativa Mariana Costa e pela editora-geral Patrícia Raposo.

Rands estava acompanhado da candidata a vice-governadora, ex-vereadora Isabella de Roldão (PDT), e da candidata ao Senado Federal, Lídia Brunes (PROS). O deputado federal Silvio Costa (Avante) é o outro integrante da chapa majoritária, como postulante à Casa Alta. O candidato do PROS pontuou que a chapa - com dois homens e duas mulheres, sendo uma delas coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST) de Pernambuco - representa a integração com a sociedade. “Esta é uma composição paritária e que vai representar diversos segmentos da sociedade”, disse.

Lançada no último domingo - data limite para realizar as convenções estaduais -, a coligação tenta se colocar entre as duas maiores coligações postas. “Há duas estruturas muito forte e há também rejeição forte a elas, são composições pouco harmônicas”, ponderou Rands, descartando que a sua ligação com o PSB lhe trará problemas. “Se eu não tivesse divergências com o PSB, estaria lá e não aqui”. 

Nos bastidores, comenta-se que a ex-pré-candidata do governo estadual, vereadora Marília Arraes (PT), participou indiretamente da construção deste palanque, ao ser rifada por seu partido em prol do apoio ao PSB, de Paulo Câmara. O grupo acredita que a parcela da população inclinada a votar na petista possa votar na coligação. Ao ser questionado sobre a oficialização do apoio de Marília, Rands ponderou que, ao contrário de outros partidos, vai respeitar a posição dela. 

A chapa proporcional lançará 38 candidatos à Câmara dos Deputados e 74 à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e estimam que podem eleger de três a quatro federais e cinco estaduais. Rands deve ter algo em torno de 1 minuto e 40 segundos de tempo de televisão.

Fonte:Blog da Folha de PE.

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