Rio:manifestantes se reúnem em ato contra ditadura militar

Publicado em 31/03/2019 às 18h00

LUCAS REZENDE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOManifestantes se reuniram na Cinelândia, no Rio

LUCAS REZENDE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes vestidos de preto estão reunidos na tarde deste domingo na Cinelândia, no centro do Rio, para o ato "Ditadura Nunca Mais". A concentração começou nas escadarias da Câmara dos Vereadores. O ato foi convocado pelas redes sociais, para as 15 horas. Por volta das 17 horas, 14.547 pessoas confirmaram presença no evento criado no Facebook.

Em um carro de som, políticos estão se revezando para fazer discursos, como o ex-deputado federal Chico Alencar (PSOL). Os deputados federais Alessandro Molon (PSB-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também estão no local.

 

"É de cuspir o que fez o presidente Jair Bolsonaro, chamar essa celebração. É canalha mesmo. A gente sabe que ainda há tortura do Brasil", disse Jandira, ao discursar de cima do carro de som, numa referência à recomendação feita pelo presidente Jair Bolsonaro, para que os militares fizessem atos em memória ao aniversário de 55 anos, completados neste domingo, do golpe de Estado de 1964, que instaurou o regime exceção que duraria até 1985.

No ato na Cinelândia, há pessoas vestidas com blusas de homenagem à vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), assassinada a tiros em março de 2018. Manifestantes carregam bandeiras da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Há também bandeiras que pedem a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em processo decorrente das investigações da Operação Lava Jato.

Conforme o evento criado no Facebook, o ato deste domingo foi convocado pelos movimentos Fora, Bolsonaro, Comitês de Luta contra o Golpe e pela União Nacional dos Estudantes (UNE), além dos partidos políticos PT, PCO e PCdoB.

Fonte :Estadão.

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