Sem Lula no páreo, Armando deve declarar apoio a Ciro

Publicado em 13/09/2018 às 10h00
Ciro Gomes e Armando Monteiro
Ciro Gomes e Armando MonteiroFoto: Divulgação

No comando da campanha do presidenciável Ciro Gomes, já se espera que ele desembarque em Pernambuco em breve. A nova visita ao Estado seria um aceno ao senador Armando Monteiro Neto e poderia resultar num ato no qual o pedetista receberia apoio do candidato ao Governo do Estado pelo coligação Pernambuco Vai Mudar. Entre os integrantes do palanque do petebista, a declaração de voto em Ciro é vista como "o mais provável". A aliança de Armando conta com partidos de dois candidatos à Presidência da República: Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). Pessoas próximas, no entanto, grifam que o tucano não tem relação estreita com o Nordeste e que essa variável já foi citada por Armando em suas declarações. O nome de Marina Silva também teria sido alvo de debate, mas o fato de ela vir "desidratando" nas pesquisas passou a pesar negativamente. "Há uma migração do voto útil para Ciro", observa um aliado de Armando em reserva, em sinal de que as perspectivas que as pesquisas apresentam para Ciro podem ser determinantes. Armando Monteiro sempre deixou claro ter compromisso de votar no ex-presidente Lula, mas, em paralelo, grifou, por várias vezes, que isso não se estenderia a Fernando Haddad e ao PT. Armando tem relação próxima com o presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz, o que poderia catalisar o processo de apoio a Ciro, ainda que o PDT esteja no palanque de Maurício Rands. O partido segue integrando a gestão estadual, o que não deixa de ser um aceno do governador Paulo Câmara aos pedetistas. Nacionalmente, no entanto, a relação entre PSB e PDT saiu arranhada, o que pode ainda colaborar para aproximar Armando e Ciro.

Coisas da nacional
Sobre o PDT seguir na administração, Paulo Câmara diz o seguinte: "O PDT sempre foi um parceiro da Frente Popular e não foi de agora. Já vem lá de trás. Fazia parte do meu governo. Não estão nos apoiando, porque houve uma decisão nacional, quando da nossa escolha por apoio à candidatura do ex-presidente Lula e, agora, do Fernando Haddad. Houve por parte da executiva nacional do PDT uma determinação que não podia mais se aliar conosco". 

Horizonte > Paulo prossegue: "Nós temos muito respeito pelo PDT. Nós queremos que o PDT continue a nos ajudar como está ajudando e não tem porque trocar secretário só por causa de questões eleitorais". Fez as observações em entrevista ao Programa Roda Viva Pernambuco.

Pensamento > Em relação ao caso do PSDB e o DEM que foram convidados a deixar a gestão estadual, em 2016, Paulo aponta diferenças: "Mas, ali, é diferente, porque ali é questão mesmo de pensamento. Tanto é que, hoje, está muito claro o que é que eles pensam junto lá do nosso opositor".
 
Nos idos de 2014 > O governador assinala ainda: "Eles defendiam a política de Michel Temer. Nós temos um lado. Eles têm outro. Aquela aliança de 2014 foi diferente das outras alianças, tanto é que não deu certo. Aquilo nós tínhamos um projeto nacional muito maior". 
 
Mal-estar > Não foi bem recebido na Rede o apoio que o coronel Luiz Meira, ex-diretor Geral de Operações da PM, declarou a Julio Lossio ontem. Nos bastidores, aliados de Lóssio rejeitam "pessoas vinculadas diretamente a Bolsonaro".
 
No passado > Presidente de honra do PSL, Luciano Bivar registra que Jair Bolsonaro não tem nenhuma declaração recente sobre acabar com o Exame de Ordem. "Ele tem um projeto de 2007 sobre isso, mas não há nenhum pronunciamento dele recente sobre isso", sublinha Bivar, referindo-se a post que anotou do deputado Wolney Queiroz, associando o tema ao presidenciável.

 

Fonte: Folha de PE.

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