Senador escancara defesa da volta do PT à Frente Popular

Publicado em 10/05/2018 às 09h30

Humberto Costa alega que PDT e PCdoB já estão aliados ao PSB em Pernambuco

Um dia após Joaquim Barbosa comunicar ao Brasil que não será candidato a Presidente da República pelo PSB, o senador Humberto Costa escancarou sua posição política em defesa da aliança do seu partido com o PSB não apenas em Pernambuco mas no país inteiro. Seu argumento é que as “forças progressistas” têm que se unir para “barrar a agenda de retrocessos do governo Temer”. Afirma também que em Pernambuco o PDT e o PCdoB  já estão no governo Paulo Câmara. E que se no plano nacional o PT, o PSB, o PDT, o PCdoB e o PSOL já estão articulando uma “frente política” para “defender a democracia e um projeto de país que foi interrompido” (pela deposição de Dilma), nada mais natural do que reproduzi-la em todos os estados. É certo que, em algum momento, esses cinco partidos terão que conversar sob pena de correrem o risco de ficar fora do segundo turno. Mas é falso afirmar que essa união é necessária para “barrar” a agenda do governo Temer. Primeiro, porque ninguém defende o atual governo, salvo o próprio Michel Temer, que não é candidato à reeleição. Segundo, porque os dois candidatos que chegarem do segundo turno não seriam insensatos a ponto de fazer a defesa de um governo que é reprovado por 90% dos brasileiros. Logo, unidade para “enfrentar Temer” pode ser justificativa para outra coisa, menos para a volta do PT à Frente Popular porque quando o PSB ajudou a depor Dilma sabia, antecipadamente, que Temer iria substituí-la.

Irmão contra irmão

Murilo Cavalcanti, secretário de Segurança Urbana da PCR, decepcionou-se com o irmão, Marcílio (MDB), prefeito de Cabrobó, por estar apoiando Fernando Monteiro (PP) à Câmara Federal em vez do vice-governador Raul Henry (MDB), que o apoiou em 2016. Segundo o vice-governador, Marcílio só se elegeu porque a cúpula do MDB o apoiou. Murilo concorda.

É Joaquim! – O deputado Felipe Carreras (PSB) disse ontem que seu partido aprovou, em congresso, o lançamento de candidato próprio a presidente da República, e que esse candidato será… Joaquim Barbosa. Certamente não tomou conhecimento da desistência do ex-ministro.

A crítica – O PSB sempre poupou Joaquim Francisco de críticas por ele ter passado um tempo no partido, porém ontem abriu o verbo. Coube a Danilo Cabral lembrar que apesar de o ex-governador ter sido o relator, na Câmara, da Lei de Responsabilidade Fiscal, no apagar das luzes do seu governo (1994), “contraiu um empréstimo nas Ilhas Cayman para Arraes pagar”.

Três instâncias – Fez-se um grande carnaval em Brasília ontem porque o processo a que o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) respondia no STF foi enviado para o juiz Sérgio Moro. Bobagem. Se fosse condenado na 3ª instância, ele não teria mais a quem recorrer. Mas se for condenado pelo juiz Moro, resta-lhe ainda o TRF da 4ª região e o STJ.

A oposição – Após seu rompimento com o ex-deputado Cintra Galvão, o prefeito de Belo Jardim, Hélio dos Terrenos (PTB), sofre oposição dos três maiores líderes do município: o próprio Cintra (PTB), o ex-prefeito João Mendonça (PSB) e o deputado Mendonça Filho (DEM).

Sem destino – Com a desistência de Joaquim Barbosa, o PSB ficou sem candidato a presidente da República e ainda corre o risco de esfacelar-se. Um pedaço já está com Alckmin (ala de SP), outro com o PT (alas da PB e do AP), e um terceiro doido para se aliar a Ciro Gomes (PDT).

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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