Superministro Paulo Guedes também terá prazo de validade

Publicado em 03/11/2018 às 09h00

Após admitir, com humildade, em sua campanha eleitoral, que nada entendia de economia, o presidente eleito Jair Bolsonaro deu “graças a Deus” por ter encontrado um economista independente para orientar-lhe os passos na área em que se confessa analfabeto. Trata-se do economista Paulo Guedes, que costuma dizer que ficou rico sem nunca ter trabalhado para nenhum governo. Muito pelo contrário, tem sido crítico inveterado de todos os planos econômicos lançados no Brasil nos últimos 30 anos, do Cruzado de Sarney à nova matriz econômica do governo Dilma. Guedes conseguiu convencer o presidente eleito a juntar no superministério da Economia os Ministérios da Fazenda, do Planejamento e do Desenvolvimento Economico, que terá ele no comando e mais ninguém. Nesse primeiro momento, é natural que Bolsonaro tenha lhe conferido superpoderes porque o ministro alega que precisa deles para colocar o Brasil nos eixos. No entanto, sua presença no governo terá prazo de validade. Um ou no máximo dois anos. Se sua política ultraliberal não der resultado, ele vai arrumar a sacola e voltar para seus fundos de investimentos. Bolsonaro não o bancará se o Brasil não voltar a crescer a partir de 2020.

Homenagem póstuma

O advogado Antonio Campos foi ontem com a mãe, Ana Arraes, ao cemitério de Santo Amaro, no Recife, colocar flores nos túmulos do avô, Miguel Arraes, do pai, Maximiano Campos, e do irmão, Eduardo.

Agenda – O PT está chegando à conclusão que tem de mudar a agenda para fazer oposição a Bolsonaro. Martelar apenas no “Lula livre” não sensibiliza mais nem o ex-presidente.

A terra – Araripe, no cariri cearense, onde nasceram o ex-governador Miguel Arraes e o ex-deputado Alencar Furtado (PR), deu mais de 90% dos votos a Haddad no 2º turno.

Tá fora – A poderosa máquina do PT baiano, que reelegeu com mais de 60% dos votos o governador Rui Costa, deixou pelo caminho o deputado federal e ex-presidente da Chesf, José Carlos Aleluia (DEM), que não conseguiu reeleger-se.

O difícil – Do ex-ministro Mailson da Nóbrega sobre o futuro governo Bolsonaro: “Mais difícil do que construir uma maioria no Congresso é manter essa maioria”.

O pessimista – “No geral, não estou otimista”, disse o ex-embaixador Rubens Ricupero, que foi ministro dos governos Collor e Itamar Franco, sobre o futuro governo de Bolsonaro.

O terror – Bolsonaro já avisou que toda ação do MST ou do MTST, durante o seu governo, será tratada como “terrorista”. Mas vamos ver se o futuro ministro Sergio Moro (Justiça) vai concordar com esse enquadramento.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio.

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