Tadeu Alencar ressalta convergências com o PT

Publicado em 11/06/2018 às 11h15
Tadeu fala em agenda prioritária contra governo Michel?Temer
Tadeu fala em agenda prioritária contra governo Michel?TemerFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

desgaste interno no Partido dos Trabalhadores (PT) causado pela indefinição sobre a formalização de uma aliança com o PSB para as eleições majoritárias no Estado segue a cada dia mais acentuado. O partido, que colocou o apoio ao ex-presidente Lula como pré-requisito para o fechamento de qualquer acordo, já fez acenos, mas ainda não oficializou qualquer acordo. Por conta disso, do outro lado, o PSB tem procurado adotar o tom mais neutro na discussão, e, cumprindo seu papel, aguarda as definições - nos próximos dias - para se posicionar abertamente sobre o ex-presidente Lula e a composição da chapa.

De acordo com a pesquisa do DataFolha, publicada no domingo (10), o ex-presidente Lula aparece num primeiro cenário, liderando as intenções de voto no primeiro turno, conseguindo abocanhar 30% da preferência do eleitorado. Bem avaliado nas pesquisas, Lula, mesmo cumprindo pena, é - antes de tudo - um bom cabo eleitoral. E, para o grupo socialista, caso seja formalizada a aliança, seria uma sinalização para a esquerda, no sentido de amenizar os impactos do apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma.

Além disso, para reforçar esse aceno, o PSB tem, constantemente, intensificado e adotado posições contrárias a do governo federal. Isso porque, de acordo com o deputado federal Tadeu Alencar (PSB), em Pernambuco, o partido está concentrado - principalmente- em se manter longe do palanque de Temer

“Um plano de convergência que a gente tem hoje com o PT é esse, dessa posição que nós tivemos desde o primeiro momento, claramente, de oposição a essa agenda do Temer. Então isso aí nos coloca numa posição que tem divergências e diferenças, se não nós não estaríamos num partido diferente. Mas essa proposta tem um grau de convergência porque o que nos aproxima nesse momento, inclusive, é a clareza de que as forças progressistas democráticas desse País formam num campo e o palanque Temer forma no outro que caracteriza a oposição. Essa sim é a oposição que a gente deve enfrentar em Pernambuco”, explicou.

Para Alencar, a presença de Lula na chapa do atual governador Paulo Câmara (PSB) pode ser vista como uma forma de apresentar aos eleitores quais são os tipos de políticas defendidas pelo atual chefe do executivo estadual. “Eu acho que o que ele tem em Pernambuco é fruto da sensibilidade das ações, das políticas que foram praticadas no governo Lula”.

Ainda pela mesma pesquisa do DataFolha, 92% dos eleitores rejeitam candidatos indicados pelo presidente Michel Temer (MDB). Questionado sobre a relevância de ter Lula como cabo eleitoral da Frente Popular, o deputado estadual Waldemar Borges se restringiu a falar que “a força de Lula no interior de Pernambuco é muito grande”. No entanto, sobre os efeitos da aliança, o parlamentar preferiu se reservar. “As conversas estão ocorrendo e depois a gente comenta”, explicou.

Fonte : Blog da Folha de PE.

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