Temer e Alckmin: entre o paradoxo e a rejeição alta

Publicado em 15/05/2018 às 17h00
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Michel-Temer-e-Geraldo-AlckminFoto: Divulgação

Ainda em maio, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente Michel Temer falaram ao telefone e deixaram pré-agendado um encontro. À Folha de Pernambuco, o deputado federal tucano Bruno Araújo definira como um "paradoxo" uma aproximação, visando ao pleito de outubro, entre Temer e o governador paulista. Bruno lembrou ter deixado o Ministério das Cidades, no último mês de novembro, "em homenagem" a seu partido e realçou ainda que os deputados paulistas "foram os que mais fizeram enfrentamento com o governo do PMDB". Na sequência, classificou: "Eu acho isso um paradoxo". Ontem, ao Blog do jornalista Gerson Camarotti, Michel Temer reagiu, contrariado com o fato de tucanos negarem que Alckmin teria o procurado. "Eu que estou sendo procurado com insistência pelos tucanos. É o Alckmin que está pedindo encontro comigo. Quando vou a São Paulo, é um enxame de peessedebistas (tucanos) a me procurar", sapecou o presidente. E arremessou ainda: "Estou indignado. Essa gente está atrás de mim com ânsia. E fica parecendo que sou que estou atrás de Geraldo Alckmin de forma insistente, abanando o rabo". Independente de quem está procurando quem, pesquisa CNT/MDA, divulgada ontem, apontou Jair Bolsonaro liderando a corrida na ausência de Lula, seguido por Marina Silva e Ciro Gomes. Nem Temer, nem Alckmin figuram entre os melhores colocados e o presidente mantém a maior taxa de rejeição, com 87,8%. Já Alckmin, é rejeitado por 55,9% dos eleitores, um aumento de 5,2% em relação à amostra de março. 

Batendo um papo
Caso o PSB bata o martelo sobre a opção de apoiar o presidenciável Ciro Gomes, nenhum tipo de obstáculo deve ser apresentado pelo governador de São Paulo, Márcio França, ainda que o compromisso dele com Geraldo Alckmin esteja mantido. Recentemente, os dois trocaram telefonema.

Exceção > Ciro Gomes e Márcio França são amigos. Márcio, por sua vez, já havia pedido a excepcionalização de São Paulo, caso Joaquim Barbosa fosse o candidato do PSB, em função de seu 
acerto com Alckmin, o que evita seu engessamento. 

Almoço >
 O encontro com governadores do Nordeste que 
Paulo Câmara comanda, no Palácio das Princesas, na próxima 
sexta, está previsto para ocorrer entre as 9h e as 13h, seguido por um almoço. Como a coluna cantou a pedra, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel - com o qual o PSB articula composição capaz de catalisar uma aliança também em Pernambuco - tem presença esperada.

Alfinetada 1 > Ao subir à tribuna da Alepe, ontem, a deputada Teresa Leitão, antes de abordar o assunto do qual trataria, fez a seguinte introdução: "Não é do meu perfil usar a tribuna para externar qualquer posição que está em disputa interna no PT. E não o farei hoje".

Alfinetada 2 > Na semana passada, o senador Humberto Costa subiu à tribuna do Senado para defender a aliança entre o PT e o PSB, do governador Paulo Câmara. Depois de fazer a observação, Teresa apontou "intolerância" do coronel Josué Limeira, do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Pernambuco, que reprovou e cancelou aluguel do espaço para ato da vereadora Marília Arraes.

Tríplice > O Conselheiro Federal da OAB, Gustavo Ramiro, foi um dos três advogados escolhidos pelo plenário do TJPE para disputar a vaga de desembargador do TRE-PE. A eleição ocorreu ontem e indicou também os advogados Felipe Magalhães e Washington Amorim. A decisão caberá agora ao presidente Michel Temer. O escolhido já deverá participar das eleições de outubro.

Fonte Folha de PE.

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