Time que foi de Arraes e de Eduardo agora é de Paulo

Publicado em 31/12/2018 às 15h00

A política, já dizia o poeta, às vezes tem razões que a própria razão desconhece

Quando escolheu os nomes para compor o seu secretariado em 2006, Eduardo Campos levou para o time pessoas de sua confiança (Marcos Loreto, Danilo Cabral, Paulo Câmara, Geraldo Júlio, Ângelo Ferreira, Márcio Stefanni, Djalmo Leão, etc.) Mas teve o cuidado de levar também “arraesistas” históricos como Israel Nóbrega, Ariano Suassuna, Ricardo Leitão, Evaldo Costa, Jorge Gomes e outros. No segundo mandato, ele fez um remanejamento entre os próprios secretários, acrescentando outros que tinham ligações com Arraes, mas também com ele – caso de Ranilson Ramos e de Tadeu Alencar. Em 2014, ao ser sucedido por Paulo Câmara, o novo governador mesclou o secretariado com pessoas de sua confiança (José Neto e Ruy Bezerra), com remanescentes do “arraesismo” (Pedro Eurico e Mário Cavalcanti) e também do “eduardismo” (Felipe Carreras, Danilo Cabral, Antonio Figueira, Isaltino Nascimento, Márcio Stefanni, Thiago Norões, etc). Neste segundo mandato de Paulo Câmara, permanecem pessoas que foram ligadas aos dois ex-governadores (Milton Coelho, Décio Padilha, Aluísio Lessa, Renato Thiebaut, Nilton Mota, Coronel Carlos José e Sileno Guedes), mas o núcleo do governo é essencialmente “camerista”. Notou-se a ausência no selecionado do paraibano Márcio Stefanni, que foi um dos responsáveis, inclusive, pela elaboração do plano de governo. Mas a política, assim como o coração, às vezes tem razões que a própria razão desconhece.

Espaço definido

Dono da maior bancada estadual a partir de fevereiro, o PSB não abrirá mão da 1ª Secretaria da Alepe. Já abriu mão da presidência várias, em favor de Guilherme Uchoa (PDT), a pedido de Eduardo Campos, para segurar o PDT na Frente Popular. O nome do 1º secretário só não foi ainda anunciado porque a bancada não se entendeu. Há quatro querendo, mas só há uma vaga.

O sonho – Depois de muitos serviços prestados ao PSB, inclusive como seu presidente regional, Milton Coelho achava que havia chegado a hora de assumir uma vaga na Câmara Federal (é o 1º suplente da Frente Popular). Deu azar porque nenhum deputado federal quis ser secretário.

A frustração – Quando aceitou o convite de Paulo Câmara para coordenar sua campanha, abdicando da reeleição, Nílton Mota (PSB) sonhava assumir a Secretaria da Fazenda, já que é de lá. Mas também deu zebra porque a pasta ficou com Décio Padilha, igualmente fazendário.

Fica aí – O nome do presidente da Compesa, Roberto Tavares, esteve cotado para assumir a recém criada Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. Mas à última hora Paulo Câmara chegou à conclusão de que deveria deixá-lo na companhia, onde realiza magnífico trabalho.

Nome forte – O médico Antônio Figueira poderia escolher qualquer pasta no governo de Paulo Câmara, mas optou por permanecer onde estava ( chefe da Assessoria Especial). E com a força que tem dentro do governo sugeriu o nome da engenheira Fernandha Batista para Infraestrutura.

Coisa feia! – Gesto pequeno o do PT de não comparecer à posse de Bolsonaro. Coisa de grêmio estudantil. É um protesto pelo fato de a justiça ter barrado a candidatura de Lula. Mas até quando o PT vai insistir nessa bobagem de que Lula é “preso político”? É preciso entender que as esquerdas foram derrotadas pelo capitão e que o país será outro a partir do próximo dia 2.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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