Uchôa flerta com PP, PSD, PR e PSB

Publicado em 01/03/2018 às 19h00
Guilherme Uchôa, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco
Guilherme Uchôa, presidente da Assembleia Legislativa de PernambucoFoto: Folha de Pernambuco

Após ter as portas fechadas no PDT, o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchôa (PDT), considera a sua ida - junto com o filho, Guilherme Uchôa Junior (PSB), que disputa a Câmara Federal - para PR, PP, PSD ou mesmo o PSB, a convite do governador Paulo Câmara (PSB). O presidente e seu filho asseguraram que vão para o mesmo partido e disputam a eleição na chapa única da Frente Popular. Ressentidos imbróglio no PDT, o tom do discurso dos dois é de “dar o troco nas urnas, com expressiva votação”.

O presidente Guilherme Uchôa relata que a mudança de partido tem sido difícil devido a sua história no PDT. “Tive a ficha partidária com a assinatura do saudoso Leonel Brizola e, de uma hora pra outra, tenho que mudar o rumo da política”, lamenta. 

O parlamentar comenta ter recebido muitos convites. “Cleiton Collins (PP) tem sido muito gentil e muito leal comigo. O deputado Rogério Leão (PR) foi um dos primeiros a oferecer o PR pra ir", afirma o presidente. De acordo com Uchôa Júnior, o presidente do PSD-PE, deputado André de Paula, também fez convite para ambos.

"Estamos conversando, mas não tem mistério. A gente vai exigir a lealdade que sempre tivemos até agora no PDT. E nós vamos para o chapão, para o voto direto. Quem precisa de chapinha é Wolney", explica o pré-candidato à Câmara Federal.
"Tenho ficado muito sensibilizado, inclusive, com os companheiros aqui da Casa. Eu não sustento mais nenhum deputado do PDT, todos os quatro sairão. E prefeito de Pernambuco também não fica nenhum”, alega o presidente. Nas contas do deputado, são 15 prefeitos que devem abandonar a legenda em solidariedade ao Uchôa. 

Guilherme Uchôa ironizou, afirmando que vai pôr a público “uma placa procurando partido que aceite candidato com muito voto”. “O próprio governador me convidou para o PSB, eu e Júnior. Para mim tanto faz, eu tive 99 mil votos, deputado estadual se elege com 80 mil. Para eleger ele é mais fácil ainda, que ele é novo e o povo não quer mais o velho, quer o novo”, disparou.

O clã Uchôa perdeu espaço dentro do PDT por uma determinação estratégica do presidente estadual da sigla, deputado federal Wolney Queiroz, que colocou o partido junto a Solidariedade, PCdoB, PSL e PP para formação de “chapinhas”. 

“Depois de 20 anos, nunca recebemos esse tratamento, não esperava isso. Achamos que a resolução no PDT ia ser pacífica e recebemos um ‘Não’ em função de Wolney ter medo de concorrer comigo em relação a voto, ele achando que a gente tentaria tomar o partido dele, mas isso nunca existiu”, esclarece Uchôa Júnior. "Estamos há 20 anos no partido e nunca tivemos ambição de ter partido, meu pai gosta de ser presidente da Alepe e não de partido", completa.

Fonte:Blog da Folha de PE.

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