Um presidente forte teria demitido o general Villas Bôas

Publicado em 05/04/2018 às 10h15

A ditadura militar foi formalmente extinta em 15 de janeiro de 1985, quando foi empossado o civil José Sarney na Presidência da República. Mas do ponto de vista prático o Exército continua tutelando a nação brasileira. Se dúvida havia a esse respeito, atente-se para as declarações, inoportunas e extemporâneas, que o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, postou em seu twitter na véspera do julgamento pelo STF do habeas corpos preventivo em favor de Lula. “Asseguro à nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem, de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”. Foi uma ameaça direta aos ministros da Suprema Corte, que decidiriam no dia seguinte se manteriam ou não o entendimento de que réu condenado em segunda instância deve começar imediatamente a cumprir a pena. O habeas corpus foi negado. Mas, e se tivesse sido concedido? Teríamos um novo golpe militar como o 64, que depôs o presidente João Goulart e atirou o país numa ditadura que durou 20 anos? Não é papel do comandante do Exército dizer à Suprema Corte o que seus ministros devem ou não fazer. Isso era regra no tempo da ditadura, quando qualquer declaração de um general, sobre qualquer tema, virava manchete de jornal. Tivéssemos um ministro da Segurança forte ou um presidente da República com autoridade moral, o general Villas Bôas teria sido exonerado minutos após a postagem de suas infelizes declarações.

Bolsonaro x Álvaro Dias

Que Jair Bolsonaro (PSL) tenha elogiado as declarações do general Eduardo Villas Bôas, não foi surpresa. Ele representa o pensamento dos saudosistas do golpe de 64. Surpresa foi o senador e também presidenciável Álvaro Dias (Podemos-PR) considerar “oportuna” a fala do general, tendo sido um dos maiores críticos da ditadura como deputado federal pelo MDB-PR.

Peixe graúdo – O PSB marcou um tento ao atrair para os seus quadros o ex-vereador de Garanhuns, Sivaldo Albino, que pertencia ao PPS. Ele será candidato a deputado estadual fazendo dobradinha com João Campos. Até então, o PSB estava descoberto naquele município.

Áreas vagas – Apesar de ter achado um quadro em Garanhuns, o PSB continua sem candidato em importantes colégios eleitorais do interior, a exemplo de Petrolina, Ouricuri, Salgueiro, Arcoverde, Serra Talhada, Pesqueira, Belo Jardim, Gravatá, Limoeiro e Palmares.

Quase pronta – Após mais de 10 anos sem construir uma nova barragem em Pernambuco, o Dnocs (viva!) está prestes a concluir a barragem de Ingazeira, com capacidade para acumular 49 milhões de metros cúbicos d’água. Sua inauguração está prevista para o próximo mês de maio.

Ainda é cedo – O prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Amupe, José Patriota (PSB), arquivou o projeto de disputar um mandato de deputado nessas eleições. Quer fazer o sucessor em 2020 (o que não será difícil) e se preparar para ser deputado federal em 2022.

Votos antológicos – Gilmar Mendes, a favor, e Luís Roberto Barroso, contra, proferiram votos antológicos na sessão de ontem do STF que negou o habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Lula. Ambos valeram-se de argumentos consistentes para sustentar os seus pontos de vista.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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