Um saldo eleitoral amargo para Mendonça Filho

Publicado em 09/10/2018 às 08h15
Coluna da terça: Um saldo eleitoral amargo para Mendonça Filho

Colecionando a quarta derrota majoritárias em seu currículo Mendonça Filho sai muito prejudicado desta eleição. Mesmo fazendo um esquenta em Jarbas na reta final pela segunda vaga, o democrata não conseguiu ir além na cabeça do eleitor do que a pecha de ministro de Temer.

O palanque de Armando, inclusive o próprio Mendoncinha demoraram para entender o óbvio que estavam a sua frente: o candidato Jair Bolsonaro iria crescer no Estado e vencer na Metropolitana. Realidade que estava bem distante da estratégia do palanque da Oposição. Por falar em Armando, a não decolagem do candidato a governador nas pesquisas foi também pedra de tropeço para o líder democrata.

Um outro fator bastante critica foi a estratégia errada de lançar dois novos nomes da família no pleito que ele era majoritário. Sobre isso fica um questionamento a fazer: como um candidato contabiliza mais de 1 milhão de votos não consegue emplacar sua irmã para um mandato na Assembleia Legislativa e o filho na Câmara Federal? Os agentes políticos não perdoam. Faltou também uma estratégia de comunicação que fizesse isso chegar ao povo.

Por fim, a boa passagem pelo Ministério da Educação empolgou Mendocinha a traçar um plano eleitoral em Pernambuco que foi pelo ralo. Resta-lhe agora a autocrítica e a capacidade de se reinventar se ele ainda tiver interesse eleitoral.

Vitórias eleitorais – Mesmo não conquistando o mandato dois políticos conseguiram uma grande vitória eleitoral. O primeiro foi Zé Nilton na cidade de  Limoeiro, contra tudo e todos, ele ficou em segundo lugar com 3.028 votos superando até José Humberto. O segundo foi na cidade de Vitória, Paulo Roberto sagrou-se o majoritário na cidade com mais de 17 mil votos.

Socialistas –  Depois de reeleito, Paulo Câmara promete que vai suar a camisa para eleger Haddad no segundo turno. Ele também é vice-presidente nacional do PSB e diz que vai trabalhar para conseguir o apoio oficial do seu partido ao petista. Paulo e diretório de Pernambuco foram peças fundamentais para que o PSB se mantivesse neutro no primeiro turno.

Mudou a estratégia – Em entrevista ao Jornal Nacional e depois de consultar Lula, Haddad não citou o nome do ex-presidente tampouco falou do PT. Ele já deixou de lado a história da constituinte e falou em reformas acenando diretamente para o eleitor de centro.

Sinalizando – Por sua voz, o candidato Jair Bolsonaro sinalizou para os nordestinos. Também na entrevista ao JN ele enfatizou que não acabar o bolsa família, décimo terceiro e disse que não vai recriar a CPMF. Ele também tomou as rédeas e botou limites no seu vice, “eu o desautorizei sobre isso”.

Enfraquecidos – Os total de votos de alguns candidatos a deputado estadual em Pernambuco foi uma verdadeira demonstração de fraqueza eleitoral. Um exemplo disso foi Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos; enquanto prima e o o sobrinho foram os mais votados do Estado ele ficou no esquecimento e aramou míseros 3.658 votos . Na Mata Norte, havia grande expectativa com Carla Lapa e Antonio Resende que finalizaram com votações inexpressivas.

Saída estratégica – Derrotados na disputa pelo Senado, os deputados Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), dois ex-ministros do presidente Michel Temer (MDB) derdeclararam apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno. Os dois comunicaram que, independentemente da posição tomada pelos seus partidos, vão caminhar ao lado do candidato do PSL. Isso inclusive foi uma pedra cantada pelo nosso blog na coluna da sexta.

Rápidas

Paudalho – O que mais se comentou ontem no corredores da Assembleia Legislativa foram as baixas votações dos candidatos apoiados pelo ex-prefeito Pereira em Paudalho. O socialista precisará se reinventar para manter a oposição acesa na cidade.

Audiência – Nosso blog neste final de semana de Eleição teve um dos maiores picos de audiência do ano. A cobertura dos bastidores da eleição e as parcerias com importantes emissoras de rádio do Estado permitiu essa conquista.

Repercutiu – A notinha sobre a liderança de Marcelo Gouveia na Mata Norte repercutiu muito no meio político. O prefeito de Paudalho além de se eleger, assumir o Consórcio regional, elegeu o irmão no último domingo com uma votação expressiva.

Agreste – A representatividade do Agreste setentrional pernambucano caiu muito nesta eleição. Com a saída de Nilton Mota do pleito e as derrotas de José Humberto e Zé Maurício a região fica enfraquecida no cenário estadual.

Pinga-fogo: Com a derrota de Armando, quem assumirá o comando da Oposição no Estado?

Fonte : Blog do Elielson Lima.

Enviar comentário

voltar para Blog

bdt b02|left|||||login news bdt b02|bdt b02|bdt b02|login news bdt b02|b02 bdt|bdt b02|content-inner||