Uma equação difícil de fechar

Publicado em 30/08/2017 às 12h00
Afagos entre Lula e Câmara: aliança à vista?
Afagos entre Lula e Câmara: aliança à vista?Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Carol Brito

A semana começou com as lideranças do Estado medindo forças na formação de palanques distintos, mostrando as cartas disponíveis para a eleição de 2018. Em Caruaru, os quatro ministros pernambucanos e o grupo do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) participaram de um evento com o senador Armando Monteiro Neto (PTB). Um palanque recheado de lideranças expressivas que formam uma equação que é avaliada, nos bastidores, como difícil de fechar, com tantas ambições unidas. Por outro lado, o governador Paulo Câmara busca opções alternativas para se fortalecer, que inclui uma ponte com o PT que poderia se concretizar no segundo turno das eleições. A opção, contudo, não está em sintonia com aliados da Frente Popular.

O cenário conturbado é fruto da imprevisibilidade da conjuntura nacional e da falta de regras claras quanto à reforma política. A avaliação é que o tempo é de lançar balões de ensaio no ar, e que as alianças somente serão fechadas em 2018. Os ministros trataram a reunião como meramente administrativa. No entanto, os discursos e a unidade demonstrada em Caruaru deram um recado contrário.

O grupo de Bezerra Coelho ensaia um projeto próprio e, para isso, articula um novo partido. O novo DEM está na mira, mas a preferência seria o PMDB. A ideia teria a simpatia do Palácio do Planalto devido à irritação com o voto de Jarbas Vasconcelos na admissibilidade da denúncia contra Temer. O ato, segundo um interlocutor, teria sido visto como uma traição.

A cabeça de chapa também seria pretendida pelos ministros Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho, que dependem, também, da formação de palanques nacionais. A leitura é que a formação dos palanques dos partidos depende da conjuntura nacional. "Eles só se viabilizam unidos, mas o difícil é conseguir dar unidade a vários projetos tão diferentes", avalia um governista em reserva.

O ensaio de aliança, no entanto, nem começou e já recebe contestações. Um dia após o ato da oposição, o deputado federal Betinho Gomes (PSDB) cobrou que o partido precisa dialogar internamente suas estratégias para a eleição de 2018, antes de especular alianças. O parlamentar encaminhou ao presidente estadual do PSDB, Antônio Moraes, uma carta cobrando o debate da conjuntura estadual e os rumos da sigla. "O diálogo interno do partido precisa ser retomado. Ninguém pode tomar uma decisão, sem uma posição unificada do partido de como vai debater com outros interlocutores", avaliou.

Do outro lado, Câmara tenta também recebe críticas diante das possíveis alianças para 2018. A mais polêmica é a com o PT. Diante da dificuldade de unir todos em um mesmo palanque, a hipótese de um apoio deve se dar somente no segundo turno. O deputado Jarbas Vasconcelos e o Solidariedade, por exemplo, ficariam muito desconfortáveis. Já o deputado federal André de Paula (PSD) diz não sentir desconforto com uma aliança contanto que algumas condições sejam impostas. "Aliança tem que ter questões e termos definidos, sobretudo quem tem a hegemonia da aliança. Se o PT apoiar Paulo, eu fico na aliança. Não faço política com vetos".

Fonte :Blog da Folha de PE.

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