Uma mancha inesperada na biografia de Geisel

Publicado em 12/05/2018 às 15h00

História do governo do general Geisel terá que ser recontada após documento da CIA

O general e ex-presidente da República, Ernesto Geisel, entrou para a história como um militar austero, culto, nacionalista, inflexível no respeito à sua autoridade, e responsável pela transição da ditadura militar para o regime democrático. Coube-lhe revogar o Ato Institucional nº 5 que foi o mais draconiano instrumento da ditadura para perseguir e sufocar os adversários do regime, preparando o país para a abertura política que se consolidaria na gestão seguinte do general João Baptista de Oliveira Figueiredo, que assinou a Lei da Anistia e restabeleceu as eleições diretas para os governos estaduais. Geisel se notabilizou também por ter demitido o então todo poderoso ministro do Exército, general Silvio Frota, em 1977, após ele cobrar-lhe a demissão de todos os “comunistas” que haviam no governo e tentar afastá-lo do cargo por um “golpe dentro do golpe”. Agora, para macular a imagem do general, que ficou conhecido como “o homem da abertura”, eis que um documento secreto da CIA (Central de Inteligência dos Estados Unidos), datado de 1974, informa que o então presidente brasileiro autorizou a continuidade de uma “política de extermínio” dos adversários do governo (104 teriam sido assassinados nos porões da ditadura), o que significa dizer que a história do governo dele terá que ser recontada.

Desejo das bases

Se depender das bases do PT, o partido terá candidato próprio ao governo estadual e esse candidato será Marília Arraes, que chega a aparecer em algumas pessoas com até 23% de votos. O senador Humberto Costa, pró aliança com o PSB, sabe disto, bem como a cúpula do PSB que também fez pesquisa de acompanhamento.

A implosão – Humberto Costa, que controla a burocracia do PT, pode até levar o partido para a Frente Popular,mas não tem como evitar sua implosão, pois não há força petista que faça a CUT, a Fatape, o Sintepe e o Sinpol apoiarem Paulo Câmara.

As contradições – Sílvio Costa (Avante) contratou uma assessoria só para levantar nos jornais e revistas de grande circulação as declarações feitas Jarbas Vasconcelos (MDB) contra Eduardo Campos (PSB) e o PT, assim como as declarações feitas por Humberto Costa (PT) contra esses dois líderes políticos.

Tomando água – A barragem de Jucazinho, que até um mês atrás não tinha uma gota d’água, acumulou de lá para cá 20 milhões de metros cúbicos. Dá para abastecer Surubim e municípios da região durante pelo menos dois anos.

Festa das rosas – O deputado Danilo Cabral (PSB) está em Flores na noite desta sexta-feira (11) para participar da tradicional Festa das Rosas ao lado do prefeito Marconi Santana (PSB). Cabral está muito bem no Pajeú, apesar de ter pedido o apoio do ex-prefeito de Tuparetama Dêva Pessoa (PSD).

Baixa concorrência – Dos 39 vereadores do Recife, apenas 8 vão disputar mandato nessas eleições, entre eles Fred Ferreira (PSC), André Régis (PSDB) e Marília Arraes (PSB). Aderaldo Pinto (PSB), que foi o 4º mais votado em 2016, também se balançou para ser candidato (obteve mais de 12 mil votos) mas depois voltou atrás. Vai apoiar Danilo Cabral (PSB) para federal e Francismar Pontes (PSB) para estadual.

O repeteco – O deputado Felipe Carreras (PSB), que obteve mais de 100 mil votos no Recife em 2014 com apoio do prefeito Geraldo Júlio (PSB) e de 14 vereadores, não deve repetir a mesma votação porque tem a concorrência no partido do candidato João Campos (PSB). Mas se tiver pelo menos metade do que teve em 2014, estará reeleito.

Pavio curto – Joaquim Barbosa desistiu de ser candidato a presidente da República pelo PSB depois que o partido já tinha contratado o marqueteiro para fazer a campanha e a jornalista Cristina Serra (ex-TV Globo) para fazer os programas de televisão.

Como é mesmo? – Só mesmo idiotas acreditam que o presidente Michel Temer será candidato à reeleição com uma rejeição nas costas superior a 90%. Além disso, o MDB continua pragmático. Independente de quem seja o próprio presidente, vai lhe oferecer apoios em troca de ministérios.

Perda de espaço – A frente de oposição comandada pelo senador Armando Monteiro (PTB) está demorando muito a colocar seu bloco nas ruas, fazendo com que o espaço da oposição ao governo Paulo Câmara seja quase todo ocupado por Marília Arraes (PT).

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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