Janot revê delações da JBS, que podem ter premiação anulada

Publicado em 05/09/2017 às 10h00
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou nesta segunda-feira (4) que o Ministério Público Federal (MPF) vai rever as delações premiadas de três dos sete executivos do grupo J&F, controlador da JBS. A decisão inclui a colaboração do empresário Joesley Batista, que deu origem ao pedido de investigação do presidente Michel Temer (PMDB), já arquivado na Câmara.

Além do caso de Joesley, serão alvos de novas investigações os acordos de Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva. Com a revisão, as provas já produzidas não são anuladas, mas os benefícios podem ser perdidos por eles.

A nova apuração foi assinada quatro dias depois da entrega de novos documentos e áudios pela defesa dos delatores. O acordo previa prazo de 120 dias, a partir da homologação, para que os colaboradores reunissem e entregassem elementos de provas.

Janot quer saber se houve omissão de fatos possivelmente criminosos nos depoimentos prestados em abril perante a Procuradoria-Geral da República.

O material entregue à PGR inclui o áudio de uma conversa entre Joesley Batista e Ricardo Saud em que citam uma suposta atuação do então procurador da República Marcello Miller, dando a entender que ele estaria auxiliando na confecção de propostas de colaboração para serem fechadas com a Procuradoria-Geral da República. Tal conduta configuraria, em tese, crime e ato de improbidade administrativa.

Janot enfatizou que eles, como delatores, seriam obrigados a falar sobre todas as condutas criminosas de que têm conhecimento. Para o procurador, há elementos que precisam ser esclarecidos.

Fonte :Blog  de Jamildo.

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