Raul Henry diz que vai reagir a manobra de Jucá para dar comando a FBC

Publicado em 11/09/2017 às 13h00
Foto: Divulgação
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O presidente do PMDB de Pernambuco, Raul Henry, afirmou em nota neste domingo (10) que vai reagir à dissolução do diretório estadual do partido pretendida por Romero Jucá para entregar o comando estadual da sigla ao senador Fernando Bezerra Coelho, filiado na última quarta-feira (6)Como Henry foi eleito para uma comissão permanente, pode recorrer à Justiça Eleitoral, caso semelhante ao do PP do Ceará, onde a executiva nacional tem perdido no processo judicial.

Raul Henry se reuniu com os aliados esta noite, depois de um encontro com o deputado estadual Jarbas Vasconcelos, cujo grupo comanda o partido no Estado tradicionalmente. O presidente do PMDB local chegou essa madrugada de uma viagem oficial à Ásia.

Foram à reunião da executiva o deputado federal licenciado Kaio Maniçoba; os deputados estaduais Tony Gel, Ricardo Costa e Gustavo Negromonte; o vereador Jayme Asfora; além de Marta Guerra, Murilo Cavalcanti, Bruno Lisboa, Flávio Gadelha e Jarbas Filho.

“Nosso sentimento é de completa indignação. A atitude do senador Fernando Bezerra Coelho de querer entrar no PMDB de Pernambuco destituindo sua direção regional e mudando a orientação política do partido é inaceitável. Não permitiremos a usurpação da nossa história. Não aceitaremos a tentativa de desmoralização da liderança de Jarbas Vasconcelos. Reagiremos a essa violência, de todas as maneiras possíveis, para preservar a identidade do PMDB de Pernambuco”, afirmou Raul Henry na nota.

Haverá um novo encontro da direção na próxima terça-feira (12) para definir como será a reação do grupo.

Além da irritação com a dissolução do diretório, a manobra para entregar o partido a FBC levaria o partido, que hoje é o principal aliado do governador Paulo Câmara (PSB), para a oposição aos socialistas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar da reação dos aliados de Jarbas e Henry desde a filiação, Fernando Bezerra Coelho tem feito movimentos para que o PMDB integre a frente de oposição a Paulo Câmara, encabeçada até agora pelos ministros das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), e da Educação, Mendonça Filho (DEM), além do senador Armando Monteiro Neto (PTB).

Fernando Bezerra e Jucá têm ignorado as respostas locais, adotando o discurso de que dialogaram com Jarbas antes da mudança. FBC afirmou que havia apontado ao presidente nacional do partido que essa seria a condição para que ele, que já estava em negociação com o Democratas antes, escolhesse o PMDB e levasse os seus aliados.

Jucá chegou a declarar que negociou com o deputado entregar a ele uma das duas vagas da disputa ao Senado em 2018 e argumenta que a mudança seria necessária porque quatro parlamentares federais vão com o senador, incluindo o filho dele, o ministro Fernando Filho, que vai esperar a janela partidária, quando migra sem perder o mandato que tem na Câmara.

Procurada, a assessoria de imprensa de FBC afirmou que ele não iria se pronunciar. Mais cedo, na Missa do Vaqueiro de Canhotinho, o senador afirmou que aguardaria os fatos e o encaminhamento da executiva nacional do partido, mas que a ideia seria conversar com Jarbas, mas, até a conclusão dos fatos, ele não quer se posicionar publicamente. Os dois teriam uma reunião na terça-feira (5), quando foi anunciada a filiação, mas o deputado estava doente e adiou o encontro para esta semana, na presença de Raul Henry.

Fonte :Blog  de Jamildo.

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