André Ferreira aponta 'coincidência' e mira Senado na Frente Popular

Publicado em 14/01/2018 às 12h45
André Ferreira
                         André FerreiraFoto: divulgação

O documento através do qual Manoel Ferreira comunica sua desfiliação só chegou ao PR, partido que presidia no Recife, na última quarta-feira. Mas seu filho, presidente estadual do PSC, deputado André Ferreira, informa que o pai já estava filiado ao PSC desde novembro. Em outras palavras, André descarta que a movimentação do patriarca seja reflexo da conversa que o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, teve com o governador Paulo Câmara na última terça-feira, quando amarrou a aliança com o PSB no Estado, como a coluna publicou em primeira mão."Foi coincidência", registra André, à coluna. "Meu pai não ia ser candidato de jeito nenhum pelo PR, que já tem dois candidatos a deputado estadual e não vai montar chapa", argumenta André e completa: "Nosso projeto era fortalecer o PSC, montar uma chapa. E meu pai sempre esteve nessa conta. Ele está filiado ao PSC desde novembro".

Segundo André, o pai estava "incomodado" com o fato "de estar em um partido, sendo presidente de outro", o que acabou por levá-lo a documentar a desfiliação anteontem. André garante, de outro lado, que o PSC, mesmo não indo para o chapão, segue na Frente Popular. "Foi assim com Geraldo (Julio). Apoiei Geraldo e fiz chapinha para fortalecer o partido". Na esteira, frisa que a construção de sua eleição para o Senado junto à Frente Popular segue de pé. E diz que, até agora, não recebeu nenhuma negativa. Admite existir "aceno forte" da oposição. "A gente tem relação com a oposição? Claro. A oposição caminhou com Anderson na eleição de 2016", pondera. O movimento de Manoel Ferreira deixou integrantes da Frente Popular de orelha em pé porque veio a se somar aos rumores de que Anderson Ferreira poderia retomar o comando do PR, costura que passaria pela influência de Fernando Bezerra Coelho, segundo circula nas coxias. A despeito disso, Valdemar deu garantias ao presidente estadual do PR, Sebastião Oliveira, e a Câmara.

Corda esticada com PR
No PR, a renúncia à presidência e a desfiliação de Manoel Ferreira abriram uma superfície de atrito. Predomina na sigla um entendimento de que o partido no Recife "atrofiou na mão dos Ferreira". Entre republicanos, comenta-se: "Eles, na eleição, botaram tudo que tinham de bom no PSC e deixaram o PR absolutamente liquidado".

Novato - Ao renunciar à presidência, Manoel Ferreira indicou, no documento, o nome de Antônio Lopes de Carvalho para substituí-lo. No PR, o nome não era conhecido e André Ferreira também disse não ter maiores informações sobre o suposto substituto. 

Fica! - André garante que o irmão, Anderson ferreira, "não vai sair do PR". E que a relação com Sebastião Oliveira "é boa". 

Campo minado - Na base governista, houve quem avaliasse que a movimentação dos Ferreira cacifa Eduardo da Fonte, que também tem influência no eleitorado evangélico e nome no páreo pelo Senado.

Segue o... - Diante da decisão interlocutória da 26ª Vara Cível da Capital, assinada pelo juiz José Alberto de Barros Freitas Filho, que revoga liminar em favor do PMDB-PE e autoriza prosseguimento do processo de dissolução do diretório estadual, o advogado da executiva do PMDB-PE, Carlos Neves decidiu entrar com recurso ainda hoje no TJPE.

...baile - Além do recurso, Carlos Neves também vai pedir reconsideração ao juiz, mostrando que ele "equivocou-se porque permitiu o processamento da dissolução, baseado em mentira, que é o déficit eleitoral, uma vez que o partido cresceu exponencialmente". E realça: "Foi o partido que mais prefeitos fez, proporcionalmente, no Brasil".

Fonte :Folha de PE.

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