Polícia Federal investiga se há mais envolvidos em ataque a Bolsonaro

Publicado em 10/09/2018 às 13h00
Adélio Bispo de Oliveira, suspeito de atacar Bolsonaro com uma faca
Adélio Bispo de Oliveira, suspeito de atacar Bolsonaro com uma facaFoto: Cortesia/WhatsApp

Com a quebra do sigilo telefônico e de dados, a Polícia Federal (PF)vai aprofundar as investigações sobre Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter esfaqueado, na última quinta-feira (6), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG). 

Ainda não foi revelado quem está pagando os honorários dos quatro advogados que o defendem –.Fernando Magalhães, Zanone Oliveira Júnior, Marcelo da Costa e Pedro Possa.

Os advogados disseram que foram contratados por um fiel da igreja Testemunhas de Jeová de Montes Claros, frequentada pela família de Adélio. Em comunicado à imprensa, a igreja Testemunhas de Jeová no Brasil disse que não contratou os advogados, e que nem Adélio nem sua família são seguidores da igreja. "Portanto, a declaração do advogado de que foi contratado por Testemunha de Jeová, conforme veiculada pela mídia, não é verídica", diz a nota.

A PF confirmou que o homem suspeito de ter esfaqueado o candidato Jair Bolsonaro (Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos) foi detido por populares e seguranças e conduzido por policiais federais para a Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora.
Adélio foi transferido de Juiz de Fora para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, onde ocupa cela individual - Divulgação/Assessoria de Comunicação Organizacional do 2° BPM.

Polícia Federal investiga se há mais envolvidos

A PF está investigando se Adélio recebeu ajuda para praticar o ato. Mais duas pessoas, sendo que uma está internada após se envolver em uma briga durante a agressão, são suspeitas de participação no ataque ao candidato.

A investigação vai levantar se Adélio agiu sozinho e como se mantinha na cidade, onde estava hospedado em uma pensão. Ele pagou adiantado R$ 400 pelo maior quarto da hospedagem. A PF poderá rastrear a movimentação de Adélio a partir da quebra de seu sigilo telefônico, autorizada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora.

A magistrada converteu a prisão em flagrante de Adélio em prisão preventiva, sem prazo determinado. O agressor foi transferido para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), onde está em uma cela individual, para resguardar sua integridade física.

A defesa de Adélio descarta a participação de outras pessoas no ataque a Bolsonaro, inclusive de um mentor intelectual. Os advogados disseram que ele agiu sozinho e de rompante. A ideia de atacar o candidato, segundo a defesa, surgiu três dias antes, e Adélio foi estimulado pelo discurso de Bolsonaro sobre quilombolas.

Mas a família de Jair Bolsonaro tem falado, sem apontar indícios, em "crime premeditado".

Fonte: Folha de PE.

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