Eleição da nova Mesa Diretora da Alepe já está na pauta do PSB e PP

Publicado em 12/10/2018 às 13h00

Com uma renovação de 50%, a nova legislatura da Assembleia Legislativa de Pernambuco terá uma composição do ponto de vista partidário um pouco mais heterogênea em relação ao quadro atual. No total serão 17 partidos que contarão com representantes na próxima composição, um número um pouco superior ao que acontece atualmente, onde 15 partidos acomodam os representantes na Casa.

Na ALEPE a força de um partido político diz muita coisa, pois está intrinsecamente ligada a questões relacionadas às indicações para ocupar os postos da Mesa Diretora. Embora a regra da proporcionalidade tenha sido quebrada na era “Guilherme Uchôa”, a última eleição para a presidência da Casa acabou por respeitar a proporcionalidade, o que acabou por levar a eleição do atual presidente Eriberto Medeiros para o mandato tampão.

Embora ainda faltem alguns meses para o início da nova legislatura, que começa no dia 1º de Fevereiro de 2018, as articulações quanto à eleição da Mesa já estão a todo vapor. Nesta briga quem já parte com vantagem é o atual presidente Eriberto Medeiros (PP), que conta com o fato de ser um nome natural para a disputa uma vez que tem direito à reeleição. Do outro lado quadros do PSB já se movimentam para tentar construir um consenso no sentido do partido ocupar a presidência, já que a sigla possuiu a maior bancada. Nos corredores da ALEPE corre a informação que os mais ansiosos por disputar a presidência são Waldemar Borges, Isaltino, Lucas Ramos e Aluísio Lessa.

Apesar de a Presidência ser o principal cargo almejado pelo PSB neste momento, a cobiçada 1ª- Secretaria pode ser novamente o destino de um membro do partido na possibilidade da presidência permanecer nas mãos do PP. Atualmente o posto é ocupado pelo deputado Diogo Moraes (PSB). Este, por sua vez, embora seja querido por seus pares, terá dificuldade de permanecer à frente do cargo porque a maioria dos membros do partido defende a rotatividade sobre para o PSB o posto.

Pelas regras da proporcionalidade o PSB e PP ainda possuem o direito de ocupar mais dois espaços na Mesa Diretora. Fora à presidência e a 1ª- Secretaria, a Mesa Diretora ainda possui outros cinco cargos (1ª e 2ª Vice-presidências e 2ª, 3ª e 4ª Secretarias). Neste contexto sobrariam apenas três cargos a serem ocupados pelo PSC, DEM e PT, partidos que possuem as maiores bancadas depois do PSB e PP.

Ainda é cedo para apontar se à presidência ficará nas mãos do PSB ou permanecerá com o PP, porém não custa nada registrar que a briga pelo comando do Legislativo Estadual já começou.

Saindo na frente – Reconhecido pela habilidade de construir pontes e manter o bom convívio com os seus pares, Eriberto Medeiros já tem dado as boas-vindas aos novatos. Telefonemas já foram disparados para os estreantes e encontros já estão acontecendo na ALEPE. Eriberto não dorme no ponto!
 

Adesões – Dos 49 deputados eleitos, cerca de 21 obtiveram sucesso eleitoral por partidos que estavam em coligações e chapinhas dos candidatos da Oposição. Dado o histórico adesista da ALEPE é bem provável que uma parte deste parlamentares migrem para a base governista. Só deve sobrar mesmo na oposição os deputados do PTB, PSDB, PSOL, Avante, DEM e alguns deputados do PSC.

Dúvida – A grande incógnita sobre a adesão ao Governo recai sobre Marco Aurélio, do PRTB, nome ligado ao senador Fernando Bezerra. Em relação aos três deputados do PT, eleitos na Frente Popular, o nome mais certo entre eles para fazer oposição é o de Tereza Leitão.

Correlação – O número de deputados que comporão a Bancada da Oposição tem reflexo na quantidade de presidências de Comissões que serão divididas com a Bancada Governista. A Alepe possui 16 Comissões permanentes. 

A força 1 – O prefeito de Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), demonstrou força ao garantir à sua filha Fabíola Cabral quase vinte mil votos por lá, o que foi suficiente para que ela superasse a votação dos seus principais adversários e figurasse como a mais votada no município. Vale lembrar também que o Cabo foi um dos poucos municípios da Região Metropolitana onde o fenômeno Gleide Ângelo não foi a mais votada. 
 

A força 2 – Quanto ao federal, Lula Cabral também não ficou por baixo. Fez Eduardo da Fonte (PP) o mais votado do Cabo com mais 10 mil votos. Os seus senadores e governador também ficaram no topo.

Uma pena – Candidato a deputado federal nesta eleição, o vereador recifense Davi Muniz (Patriotas) fez bonito na capital ao conquistar por lá quase 30 mil dos 57 mil votos que obteve na disputa. Ele só não foi eleito porque a sua chapinha não conseguiu o cociente para a segunda vaga. A primeira ficou com o Pr. Eurico, que neste ano caiu mais de 100 mil votos em relação à eleição anterior. 
 

Cotação em alta 1 – Caso Davi Muniz conseguisse emplacar um mandato na Câmara Federal, o seu nome chegaria forte para concorrer à Prefeitura do Recife em 2020. No entanto, devido à sua expressiva votação na capital, Davi valorizou o seu passe. Não será surpresa alguma aparecer convites para que ele componha uma chapa majoritária na vice.

Fonte: Blog Ponto de Vista.

Escrito por Wellington Ribeiro.

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