Os resultados de 2018 e a sua influência para 2020 – Por Marcelo Velez

Publicado em 13/10/2018 às 07h45

João Campos e Carreras saíram credenciados para disputar com força a prefeitura do Recife pela votação que tiveram. Já era esperado um embate feroz entre os dois candidatos a deputado federal e, neste ano, Campos levou ligeira vantagem com, aproximadamente 70 mil votos. Carreras teve por volta 67 mil, mas não deve ficar por trás. Conta a favor de João Campos a preferência de setores importantes do PSB. Para Felipe ser candidato a mudança de legenda para garantir sua candidatura em 2020 seria uma opção. Entretanto, a dinâmica política pode mudar e um futuro acordo – embora improvável – pode surgir a fim de acalmar os ânimos internos do partido. 

Por sua vez, Daniel Coelho (PPS) e João Paulo (PC do B) saíram muito prejudicados com uma queda nos votos em Recife. Principalmente este último precisará se reavaliar antes de tentar qualquer mandato novamente. Ainda na capital, uma surpresa do pleito pode ser o nome de Túlio Gadêlha. Com um bom desempenho este ano, Túlio deve garantir o nome alto em algumas pesquisas e pode chegar como fato novo na eleição.

Outro nome que pode aparecer é o de Luciano Bivar. Se Bolsonaro levar a disputa pela presidência e der um espaço grande a Bivar, recompensando-o, o ex-presidente do Sport tem tudo para também ser candidato a prefeito do Recife com uma boa retaguarda. A hipótese já é ventilada por alguns de seus assessores mais próximos e garantem que só seria abortada a fim de um outro projeto maior em 2022.

Já no município vizinho, em Jaboatão dos Guararapes, a delegada Gleide Ângelo, eleita deputada estadual com a maior votação da história de Pernambuco, pode ser indicada pelo PSB para disputar o Poder Executivo Municipal em 2020 para demover o grupo Ferreira do comando do segundo maior colégio eleitoral do estado, garantem nomes do PSB em reserva. O motivo do deslocamento dela seria o fato de Collins e Neco terem obtido um resultado aquém do esperado, bem como a família Gomes. A estratégia pode ser arriscada porque, se por um lado elegerem a delegada prefeita, perderão uma importante puxadora de votos. A delegada receberia a oportunidade de mostrar serviço com a caneta na mão, mas ninguém pense que será fácil de derrubar a família Ferreira, com políticos natos, e com a estrutura que possuem simplesmente por confrontá-los com uma celebridade recém-estreada na vida política.

No maior colégio eleitoral do sertão Odacy Amorim, apesar de não conseguir se eleger deputado federal, mostrou força em Petrolina, seu berço político é pode disputar a prefeitura. Odacy liderou a disputa na cidade e fez sua esposa, Dulcicleide, eleita deputada estadual, vice-líder. O petista perdeu mas saiu por cima e vai dar caldo na disputa de 2020.

Renildo Calheiros conseguiu ser eleito deputado federal pelo impressionante desempenho de João Campos, mas teve um péssimo resultado em Olinda, cidade que governou por 8 anos. Já o prefeito Lupércio não conseguiu eleger a esposa Cláudia, mas rendeu a ela 15 mil votos na cidade e segue sendo o principal eleitor do município.

Zeca Cavalcanti, que perdeu a reeleição para deputado federal mesmo após o irmão Julio desistir da reeleição para deputado estadual, não fez feio dentro de Arcoverde e teve uma boa votação. O problema foi um resultado um pouco menor fora da terra natal.

Henrique Queiroz viu o sonho de ser deputado federal minguar, mas elegeu o filho para deputado estadual para que guarde a cadeira do pai por 4 anos, ou siga na carreira caso o patriarca decida se aposentar depois de ser diplomado em 9 mandatos.

Vitória vai pegar fogo em 2020, porque os dois grupos tiveram votações muito próximas. Tanto Aglailson Victor quanto Joaquim Lira foram muito bem no colégio eleitoral e a polarização entre as duas famílias vai continuar ascendente até o pleito municipal.

A família Sales é quem está rindo à toa em Ipojuca. Elegeram Romerinho deputado estadual com larga escala na cidade, viram Simone Santana cair de votação e  Débora Serafim perder a tentativa de assumir uma vaga na ALEPE.  A gestão bem avaliada de Célia Sales segue imprimindo muita influência política na cidade.

Álvaro Porto foi outro que não fez feio em sua cidade natal, saindo majoritário do município comandado por seu filho.

Sebastião Oliveira e Duque também protagonizaram uma batalha de fogo em Serra Talhada. Enquanto Sebá saiu majoritário para federal, o candidato apoiado pelo prefeito Luciano Duque, Augusto César, acabou majoritário para estadual. César não se reelegeu e Sebá emplacou a reeleição para deputado federal.

Fonte: Escrito por Marcelo Velez – Colaborador do Blog Ponto de Vista. 

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