'Bolsonaro não usou políticos para se eleger', diz Érika Siqueira

Publicado em 03/11/2018 às 13h15
Carol Brito, Érika Siqueira e Renata Bezerra de Melo
Carol Brito, Érika Siqueira e Renata Bezerra de MeloFoto: Folha de Pernambuco

“(Jair) Bolsonaro é uma pessoa impulsiva, mas é uma pessoa que ouve”. A definição é da assessora de Comunicação do PSL nacional, Érika Siqueira, que coordenou, em Pernambuco, a campanha do presidente eleito. De malas prontas para retornar a Brasília, ela voltará a atuar à frente da assessoria do partido.

Para isso, aguarda o reestabelecimento do presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, que submeteu-se a cirurgia de coluna na semana passada. Bivar pretende seguir para Capital Federal na segunda-feira (5) e Érika está ciente da alteração no ritmo da rotina do PSL que enfrentará. Ela não hesita em admitir: “Trabalhamos diariamente tentando controlar essa impulsividade, que é na família, não é só do próprio presidente eleito”. Refere-se ao estilo verborrágico de Bolsonaro, que levou a equipe de comunicação a ter que apagar vários “incêndios” ao longo da campanha. 

De antemão, reforça: “Ele (Bolsonaro) é uma pessoa que ouve, que segue orientações e acho que a gente não vai ter dificuldade no governo de encaminhar para uma relação tranquila”. Quem são as pessoas que o presidente eleito mais ouve? Érika devolve:

“O general Augusto Heleno e o Paulo Guedes também. São pessoas mais experientes e são ponderadas”. Ela fez as declarações em entrevista à coluna digital “No Cafezinho”, que está no ar nas redes sociais, no Youtube e no Blog da Folha.

A despeito da pesquisa Ibope ter indicado, na semana anterior ao 2º turno, uma virada na cidade de São Paulo pró-Fernando Haddad, Érika realça: “Em um estado do tamanho de São Paulo, Haddad só ganhou em 14 municípos. Bolsonaro venceu nos outros com mais de 60%”.

Ela registra que João Doria, chegou a tentar contato com o, então, candidato do PSL, ainda na campanha. “O próprio Bolsonaro evitou chegar a sentar e fechar um acordo”, relata Érika. E grifa: “Ele (Bolsonaro) não utilizou de palanques, nem de políticos para alcançar as pessoas.

O contato e a ligação dele era direta com o eleitor”. Essa estratégica distância regulamentar pode ter o efeito de livrar o presidente eleito de ter que atender volume elevado de aliados. Em outras palavras, os caminhos podem ser encurtados também para a redução de ministérios e, na esteira, para a proposta de combate à corrupção - missão que cai no colo do juiz federal Sérgio Moro. A conferir.

Fonte:Blog da Folha de PE.

Enviar comentário

voltar para Blog

bdt b02|left|||||login news bdt b02|bdt b02|bdt b02|login news bdt b02|b02 bdt|bdt b02|content-inner||