Câmara do Cabo adia pedido para criação de comissão sobre Operação Abismo

Publicado em 06/11/2018 às 19h00
Foto: Alepe/Divulgação
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Com informações do repórter Rafael Carneiro da Rádio Jornal

Sob fortes protestos, a Câmara dos Vereadores do Cabo de Santo Agostinho decidiu (6) adiar nesta terça-feira (6) a análise do pedido a formação de uma Comissão Especial para investigar o esquema de fraudes no Instituto de Previdências dos Servidores do município (Caboprev), revelados pela Operação Abismo. O pedido voltará à pauta no dia 15 deste mês.

Segundo secretário da Casa, o vereador Everaldo Cabral de Oliveira Júnior (PRP), sobrinho do prefeito Lula Cabral (PSB) – preso na operação -, argumentou que, segundo o regimento interno, a comissão só poderia ser criada após a eleição da nova Mesa Diretora marcada para a próxima semana. Com a deflagração da Operação Ghost – que investiga a contratação de funcionários fantasmas por parlamentares da Câmara -, o presidente da Casa, Anderson Bocão (PSB) foi afastado junto com outros dois membros da Mesa Diretora.

Comandando interinamente a Câmara, o vereador Neto da Farmácia (PDT) decidiu pelo adiamento. Após o anúncio da decisão, pessoas presentes à sessão que lotaram o plenário protestaram contra a decisão, gritando “CPI, CPI, CPI”.

Operação Abismo

De acordo com as investigações, que correm em segredo de justiça, Lula Cabral teria supostamente ordenado a transferência de mais de R$ 90 milhões do instituto – que antes se encontravam investidos em instituições sólidas – para fundos de investimento que colocavam em em risco o pagamento da aposentadoria dos servidores do município. Ainda de acordo com a PF, Lula Cabral teria feito uma ingerência indevida na administração da CaboPrev motivado pelo oferecimento de de vantagem indevida.

Com a prisão de Lula Cabral, o vice-prefeito, Keko do Armazém (PDT), assumiu a gestão do Cabo. Na manhã do dia 22, o pedetista reuniu o secretariado “com objetivo de seguir com o planejamento da gestão municipal”. “Comunicamos que todos os serviços públicos serão prestados dentro da normalidade. O município apoia e está à disposição do Judiciário para todos e quaisquer esclarecimentos”, afirmou a prefeitura em nota.

Fonte: Blog do Jamildo.

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