MP Eleitoral propõe ação contra o deputado estadual Beto Accioly por oferta de emprego em Goiana

Publicado em 01/12/2018 às 14h00
Foto: Roberto Soares/Alepe
Foto: Roberto Soares/Alepe

Nesta sexta-feira, o Ministério Público Eleitoral em Pernambuco anunciou que ajuizou uma ação contra o deputado estadual Beto Accioly, eleito suplente no pleito deste ano, por promessa de emprego feita a eleitores de Goiana, município a 65 quilômetros do Recife, em troca de votos nas eleições deste ano.

Também são acusados de participação o então candidato a deputado federal Fernando Ramos e o cabo eleitoral Salatiel Tomaz da Silva.

Segundo a ação, Salatiel da Silva, cabo eleitoral de Fernando Ramos e de Beto Accioly, prometeu vagas de empregos em uma construtora em troca de votos para os candidatos.

Segundo o MP eleitoral, no mês de agosto, as vítimas foram orientadas a fornecer documentação pessoal, carteira de trabalho e a quantia de R$ 100, destinada a deslocamento até o Recife, para participar de reunião sobre a oferta de emprego.

Reunião no comitê

De acordo com depoimentos colhidos no Ministério Público Eleitoral, o encontro aconteceu no comitê de Fernando Ramos, no bairro de Casa Amarela, ocasião em que o então candidato afirmou que conseguiria emprego para os eleitores em troca de votos para si e para Beto Accioly, promessa não cumprida.

Segundo o MP, em 18 de setembro, Salatiel da Silva foi preso em flagrante, acusado de crime de corrupção eleitoral.

“Foram apreendidos com ele carteiras de trabalho e material de campanha eleitoral (rolo adesivo com propaganda política; sacola plástica contendo panfletos e 44 envelopes com carteiras de trabalho)”, diz o MP.

Fernando Ramos, Beto Accioly e Salatiel da Silva são acusados de cometer captação ilícita de sufrágio (doar, oferecer, prometer ou entregar bem ou vantagem pessoal a eleitor) e abuso de poder econômico, pois a conduta atingiu a liberdade de eleitores e comprometeu a legitimidade e normalidade das eleições.

Fernando Ramos requereu registro de candidatura, mas não apresentou documentos para comprovar filiação partidária, motivo pelo qual teve a candidatura indeferida. Para o MP Eleitoral, o fato não impede que ele figure como réu na ação.

Em relação a Beto Accioly, foi deferido registro de candidatura para o cargo de deputado estadual e ele foi eleito na condição de suplente.

O Ministério Público Eleitoral requer que os acusados sejam condenados a pagar multa e fiquem inelegíveis pelo prazo de oito anos.

Além disso, o MP Eleitoral pede cassação do diploma de suplente de Beto Accioly.

Fonte: Blog do Jamildo.

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