Governador deixa timidez de lado e pede audiência a Jair Bolsonaro

Publicado em 08/01/2019 às 15h00

Governador recomendou aos seus secretários que vão a Brasília através de recursos

O governador Paulo Câmara deixou de lado sua conhecida inibição política e ficou de pedir ma audiência ao presidente Jair Bolsonaro o mais breve possível. Foi a fórmula que encontrou para ir suavizando o temperamento do presidente, que ficou bastante contrariado com a ausência dos governadores do Nordeste em sua posse. Paulo Câmara caiu na real, após a reunião coletiva com o seu secretariado, sábado passado, no Palácio das Princesas, em que foram debatidas estratégias políticas para se chegar mais rápido ao governo federal. Aos secretários deu-lhes atribuições para procurar os ministros de suas respectivas pastas a fim de testar a sinceridade do presidente, que vem acenando cada dia que passa com uma governança que seja “Mais Brasil e menos Brasília”. Isso sensibiliza os governadores, pois todos eles estão passando por uma brutal crise de caixa, arrecadando apenas o suficiente para honrar o pagamento da folha e bancar as despesas do custeio, No encontro com Jair Bolsonaro, Paulo Câmara deixará o presidente pelo menos informado sobre as grandes obras federais que estão inconclusas em Pernambuco – Transnordestina, a transposição do São Francisco e da Adutora do Agreste. O dinheiro pode até não vir agora, mas abrir um canal de comunicação com a Presidência da República é urgente e necessário.

Pátria Amada, Brasil!

Esta frase, retirada do Hino Nacional, será o slogan do governo do presidente Bolsonaro. Foi uma sacada inteligente que está em perfeita sintonia com a linha ideológica do seu governo. O slogan “Brasil – Ame-o ou deixe-o”, marca da ditadura militar, foi deixado de lado. Com esse novo slogan o ele pretende ressuscitar um tipo de nacionalismo que sumiu do país desde 1979.

Sugestão – Ex-prefeito de Bonito e ex-presidente da Amupe, o economista Laércio Queiroz sugere ao governador Paulo Câmara que convoque também a bancada federal para tratar unicamente das questões do Estado, já que Pernambuco não tem ninguém no time de Bolsonaro.

Duas promessas – Tanto Paulo Câmara como Bolsonaro prometeram na campanha pagar o 13º aos beneficiários do Bolsa Família. Se o presidente não voltar atrás, não tem sentido Paulo Câmara pagar esse benefício pela segunda vez. É pegar o dinheiro e investir outra coisa.

Terceira via – O médico piauiense Aloizio Coelho, vai se lançar cândido a prefeito de Araripina onde teve votação expressiva para deputado estadual. Pretende entrar como “terceira via”, combatendo o prefeito Raimundo Pimentel (PSL) e a deputada Roberto Arraes (PP),

Indicação – A equipe de transição do governo Bolsonaro indicou o pernambucano Alfredo Bertini para a direção da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, mas ele ainda precisa do aval do ministro Onyx Lorenzoni. Por lá passaram Fernando Lyra e Luiz Otávio Cavalcanti.

O técnico – Inspirado em Eduardo Campos, que fez de Paulo Câmara o seu sucessor, o ex-governado da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), usou a mesma tática. Seu candidato e atual governador João Azevedo (PSB) venceu em 2009 das 223 cidades do Estado, Lucélio Cartaxo (PV) em nove e José Maranhão (MDB) em cinco. Cartaxo venceu em Campina Grande.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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