Conselho Federal de Farmácia e CNM se reúnem para discutir logística reversa de medicamentos

Publicado em 09/01/2019 às 18h00

Logistica reversa medicamentosIntegrantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) se reuniram na sede da entidade para discutir propostas para a consulta pública do Ministério do Meio Ambiente sobre a minuta de decreto por meio do qual fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes deverão implementar a logística reversa de medicamentos descartados pelo consumidor. A reunião ocorreu no fim da primeira quinzena de dezembro.

Durante o debate, alguns pontos firmaram consenso. Dentre eles, de que nenhum ator do setor quer se responsabilizar pelo manejo e descarte adequado dos medicamentos, mas que é importante todos estarem reunidos em favor dessa política pública. 

Estimativas do CFF indicam que “20% de todo medicamento consumido no Brasil vai parar nos lixões” e que algumas das razões para isso são o uso indevido desses produtos, automedicação, propostas terapêuticas inadequadas e dificuldades no fracionamento.

Destacou-se também a necessidade de um pacto institucional entre todo o setor para a educação em saúde com o objetivo de instruir a população de que “ter medicamentos em casa não é tão bom quanto parece, e que esse tipo de substância não é qualquer produto. Só a ampliação da informação sobre o uso racional de medicamentos já reduziria a sobra de medicamentos.

As duas entidades reuniram as propostas de consenso e encaminha para a consulta pública.

Consórcios
Considerando a experiência acumulada pelos consórcios intermunicipais de gestão de resíduos, foi debatida a possibilidade de os Municípios também se reunirem em consórcios para a gestão do descarte de medicamentos, que necessitam de aterros especialmente desenhados para receber resíduos perigosos (aterros químicos) e cujo o investimento é mais elevado que dos aterros sanitários comuns. 
Sem perder de vista que a responsabilidade da logística reversa é compartilhada entre fabricantes, distribuidores, farmácias, drogarias e hospitais, enquanto que, nesse caso, os consórcios de gestão de resíduos poderiam propiciar aterro químico adequado para o descarte.

“Os consórcios podem ter um relacionamento com o consumidor final, que auxiliaria no descarte adequado dos medicamentos. Além disso, esperamos que os consórcios possam ser mais um mecanismo presente da minuta de decreto para a adequada gestão desses resíduos”, destacou a consultora de Consórcios da CNM, Joanni Henrichs. 

Informação
Para além das propostas para a minuta do decreto, a CNM e o CFF já trabalham na elaboração de material informativo para Municípios e população em geral com “passo a passo” sobre o uso consciente e descarte adequado de medicamentos. 

Logística reversa
A Logística Reversa é definida na Política Nacional de Resíduos Sólidos como um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Por: Luiz Philipe Leite
Foto: Luiz Philipe Leite 
Da Agência CNM de Notícias

Conselho Federal de Farmácia e CNM se reúnem para discutir logística reversa de medicamentos

Integrantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) se reuniram na sede da entidade para discutir propostas para a consulta pública do Ministério do Meio Ambiente sobre a minuta de decreto por meio do qual fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes deverão implementar a logística reversa de medicamentos descartados pelo consumidor. A reunião ocorreu no fim da primeira quinzena de dezembro.

Durante o debate, alguns pontos firmaram consenso. Dentre eles, de que nenhum ator do setor quer se responsabilizar pelo manejo e descarte adequado dos medicamentos, mas que é importante todos estarem reunidos em favor dessa política pública.

Estimativas do CFF indicam que “20% de todo medicamento consumido no Brasil vai parar nos lixões” e que algumas das razões para isso são o uso indevido desses produtos, automedicação, propostas terapêuticas inadequadas e dificuldades no fracionamento.

Destacou-se também a necessidade de um pacto institucional entre todo o setor para a educação em saúde com o objetivo de instruir a população de que “ter medicamentos em casa não é tão bom quanto parece, e que esse tipo de substância não é qualquer produto. Só a ampliação da informação sobre o uso racional de medicamentos já reduziria a sobra de medicamentos.

As duas entidades reuniram as propostas de consenso e encaminha para a consulta pública.

Consórcios

Considerando a experiência acumulada pelos consórcios intermunicipais de gestão de resíduos, foi debatida a possibilidade de os Municípios também se reunirem em consórcios para a gestão do descarte de medicamentos, que necessitam de aterros especialmente desenhados para receber resíduos perigosos (aterros químicos) e cujo o investimento é mais elevado que dos aterros sanitários comuns.

Sem perder de vista que a responsabilidade da logística reversa é compartilhada entre fabricantes, distribuidores, farmácias, drogarias e hospitais, enquanto que, nesse caso, os consórcios de gestão de resíduos poderiam propiciar aterro químico adequado para o descarte.

“Os consórcios podem ter um relacionamento com o consumidor final, que auxiliaria no descarte adequado dos medicamentos. Além disso, esperamos que os consórcios possam ser mais um mecanismo presente da minuta de decreto para a adequada gestão desses resíduos”, destacou a consultora de Consórcios da CNM, Joanni Henrichs.

Informação

Para além das propostas para a minuta do decreto, a CNM e o CFF já trabalham na elaboração de material informativo para Municípios e população em geral com “passo a passo” sobre o uso consciente e descarte adequado de medicamentos.

Logística reversa

A Logística Reversa é definida na Política Nacional de Resíduos Sólidos como um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Leia Mais

Meio Ambiente faz consulta pública para decreto de logística reversa de medicamentos

http://www.li.cnm.org.br/r/zgQcVu

Por: Luiz Philipe Leite

Foto: Luiz Philipe Leite

Fonte :Da Agência CNM de Notícias.

http://www.li.cnm.org.br/r/vPB8xZ

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