Marinho defende inclusão de estados na reforma, mas pressiona governadores

Publicado em 17/05/2019 às 16h00
Foto: José Cruz/Agência Brasil
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O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, reconheceu nessa quarta-feira (15) que o clima mesmo na base do governo na Câmara dos Deputados é de aprovar a reforma deixando parte para Estados e municípios. A medida dos parlamentares é vista como uma pressão para que governadores e prefeitos, principalmente no Nordeste, onde há mais resistência, se posicionem a favor das mudanças na aposentadoria.

Articulador da reforma, Marinho foi entrevistado mais cedo no programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal.

Marinho afirmou que, sem apoio dos gestores, pode ter “dificuldades políticas” de implementar a reforma. O secretário alegou que é necessário convencer três quintos dos deputados, o que equivale a 308 votos.

“O governo defende que haja integralidade na aplicação em todo o País porque não adianta o governo federal estar bem e estados e municípios não. Isso (não ter a reforma aprovada no total) significa que eles vão pressionar o governo federal para ter alívio fiscal das suas dívidas, das suas despesas primárias”, previu. “Mas, objetivamente, se não houver mudança de posicionamento dos governadores, principalmente do Nordeste, nós temos uma dificuldade de convencer os parlamentares para que haja aplicação imediata sem necessidade de que haja convalidação em assembleias e câmaras”.

Apesar disso, Marinho enfatizou que “o Congresso tem a legitimidade dada pela Constituição de aperfeiçoar o projeto”.

Fonte: Blog de Jamildo.

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