Deputados do PSD se elegeram graças ao PSB, diz Romário

Publicado em 16/08/2019 às 09h00
Romário Dias
Romário DiasFoto: Foto: NANDO CHIAPPETTA/Alepe

"Como fica essa coligação que foi feita com PSB e outros partidos, que vem se repetindo ano a ano?". A indagação é lançada pelo deputado estadual Romário Dias, ao ser questionado sobre as perspectivas de sua legenda, o PSD, para 2020. Há 15 dias, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, comandou evento na Assembleia Legislativa de Pernambuco e, na ocasião, fez convocação para que o deputado federal André de Paula concorra à Prefeitura do Recife. Romário considera cedo para discutir o tema: "Vinte e quatro horas na política é uma eternidade". Mas grifa o peso que a coligação teve na eleição de boa parte dos parlamentares, inclusive do seu partido. "Eu mesmo sou deputado, hoje, porque fomos coligados com o PSB, senão eu não seria deputado. Eu nem atingi o coeficiente, nem Joaquim (Lira) - apesar de que ele teve mais voto que eu - nem Rodrigo Novaes, porque o coeficiente do partido são 90 mil votos". Romário passa o grifador: "Nenhum de nós teve 90 mil votos. Todos nós tivemos abaixo de 90 mil votos. Então, quem faz você chegar? As coligações". Ele estende essa correlação aos demais parlamentares. "Você tem, na Assembleia, três ou quatro deputados que foram eleitos realmente com seu voto dentro da sua coligação com sua maioria. Os demais dependeram da coligação", registra Romário. Na próxima eleição, a previsão é de que não haja mais coligações. "E, aí, nós vamos ver onde o gato se esconde", assinala o parlamentar, que considera André de Paula um bom nome, mas pondera o peso que a aliança tem, na prática, na equação para 2020. Romário falou, ontem, em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha FM 96,7. Ele avalia a reação de aliados que externaram desdém diante dos planos do PSD como coisa do momento. "Na hora que ferveu a água e os mariscos são jogados vivos, é assim. Depois se acalma", compara. "O presidente vir dar força, ânimo e estímulo foi bom e importante, acho que Kassab chegou na hora certa, mas, para arrumar o tabuleiro do xadrez, tem muito tempo aí", contemporiza o parlamentar e arremata: "Quem não pode com o pote nao pega na rudia!".

OS mais próximos mais distantes

A saída de Roberto Tavares da Compesa levantou, nas hostes socialistas, uma reflexão mais extensa, nas coxias, sobre as mudanças recentes de posição de aliados mais próximos do governador Paulo Câmara na gestão. Há quem anote que, no tabuleiro, foram movidos para pastas ou funções geograficamente mais afastadas do Palácio das Princesas nomes bem afinados com o chefe do Executivo estadual.
 
"Exilados" - O "sacríficio" se dá em prol da arrumação do xadrez político, segundo alguns socialistas observam. Mas há quem seja mais sensível ao processo. Na lista dos "exilados", pode-se contabilizar, entre outros: Marcelo Barros, Márcio Stefanni, Zé Neto, André Campos, Ruy Bezerra...
 
Orelha em pé > Líder do governo na Alepe, Isaltino Nascimento externou, na Casa, preocupação com a proposta da reforma tributária. Disse que o debate deve vir para Alepe e alertou para possível perda de receita para estados e municípios.
 
Termômetro > Com nome ventilado para concorrer à Prefeitura de Petrolina, o presidente do IPA, Odacy Amorim, terá agenda na cidade no próximo domingo. Às 11h30, vai entregar sete tanques voltados à piscicultura, junto com as obras de vias de acesso executadas no Assentamento João Rodrigues Primo.
 
Regras - Professor da Universidade Federal Fluminense, o historiador Marcelo Badaró falará sobre a precarização do trabalho no serviço público no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Informática, Processamento de Dados e Tecnologia da Informação de Pernambuco (SINDPD/PE), hoje, às 16h.
 

 Fonte : Folha de PE.

Enviar comentário

voltar para Blog

bdt b02|left|||||login news bdt b02|bdt b02|bdt b02|login news bdt b02|b02 bdt|bdt b02|content-inner||